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terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Do melhor que já ouvi, nos últimos tempos


"(...) então abram a televisão e vejam."



É que ligar, simplesmente, o televisor era capaz de não ter o mesmo impacto. Seguramente.

quinta-feira, 22 de setembro de 2016

sexta-feira, 22 de abril de 2016

E é isto #9


Tenho chorado mais do que seria de esperar, nos últimos tempos.


Nunca fui de lágrima fácil. 
Desde pequena que sempre me senti uma insensível de primeira. Na altura, tinha a minha irmã como objecto de comparação mais próximo. E ela chorava muito. Por tudo e por nada. Era a irmã mais velha. Um exemplo, portanto. E chorava muito. E eu sentia-me uma má pessoa por não chorar como ela.
Lembro-me de ver as lágrimas escorrerem-lhe pelas duas faces todos os dias, quando terminava mais um episódio de La petite maison dans la prairie (se não me engano, Uma casa na pradaria, por cá). E sentia-me mal. Cheguei a beliscar-me, para ver se as lágrimas também me vinham. Mas foi só uma vez. Que aquela cena até doía e, lágrimas, nem vê-las.
Bastava o meu pai (ou a minha mãe, ou a minha avó) falar-lhe de forma um pouco mais rude, que ela desatava a chorar. Quando sobrava para mim, ficava tipo petrificada e lixada por dentro, mas nem uma lágrima me saía.

Essa cena estranha de eu não chorar mudou. Depois de a minha avó morrer (devo estar a usar este verbo pela primeira vez, falando da minha avó e continua a custar-me usá-lo), passei a chorar com maior facilidade. Evoco um assunto mais sensível e, inevitavelmente, as lágrimas nascem-me dos olhos. Por mais que tente segurá-las por lá, começam a correr feitas doidas até aos cantos da minha boca. Não consigo controlar. E isso irrita-me profundamente. Mas tenho de me render às evidências. Não há nada que possa fazer para voltar a ser a miúda (aparentemente) insensível que outrora fui.


Tenho chorado muito mais do que seria de esperar, nos últimos dias.

Para alguém que iniciou um novo ano há pouco, toda entusiasmada e confiante de que esta nova etapa seria mais bela e feliz, bem que me lixei.
Agora é aceitar as coisas como elas são e seguir em frente.
Aliás, como sempre fiz.

quarta-feira, 6 de abril de 2016

E, agora, o que vai ser de mim?



Acabou a sexta temporada de The Walking Dead.

Estou tão destroçada quanto a Bolachita.
Só não choro porque já sou uma mulher feita.
Mas o desalento está cá dentro.
E bate forte.
Bate tão forte cá dentro.

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Fica a questão #2


Aquele apresentador é mesmo jornalista?








nota: igualzinha à do post anterior.

Fica a questão


Lidar com bloggers emburrece as pessoas?







nota: sim, vejo o Não faz sentido. Sim, acabei de ver o episódio que deu na sexta-feira passada e fiquei parva. Sim, aquele episódio onde se aflorou de forma levianamente estúpida e preconceituosa a Trissomia 21, também ainda não me saiu da cabeça. Não, não foram os únicos episódios que me deixaram... digamos... perplexa, mas preferi apagar da memória.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Igualdade entre os sexos? O tanas! #7


Pior do que as gajas que gostam de ver novelas, só mesmo os gajos com a mesma panca. 
Parece-me que, neste caso específico, nem vale a pena alongar-me muito. Basta acrescentar, para que não restem dúvidas, antes um gajo que ressona (e atenção que um gajo que ressona é dose) do que um gajo com tais gostos televisivos. E está tudo dito.

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

A frase do dia


"Eu não sou farinha para ser comido por qualquer porca."



Ouvi ontem. 
Não se pode dizer que tenha sido dito por uma pessoa muito evoluída, que não foi. Mas lá que a frase é do melhor que há, não se pode negar.

Trocava só um 'a' e um 'o' de lugar* e esta frase, facilmente, se tornaria no meu novo lema de vida.
Para ser sincera, até acho que não tenho necessidade de dizer nada disso. Vê-se logo, só de se olhar para mim, que não sou farinha (quanto muito, uma ostrazinha com um fio de limão, uma vieira no ponto, por aí). Mas que há malta estranha ou tapada ou alucinada ou tudo ao mesmo tempo, todos sabemos que há. Por isso mesmo, este novo lema ficava ali a par, taco a taco, com aquele que me acompanha, desde pequenita: Antes só que mal acompanhada. 

E não é que, pensando bem, até se completam e tudo? Maravilha.




* para os mais lentos, eu explico. ficava assim: "eu não sou farinha para ser comida por qualquer porco". de nada.

terça-feira, 11 de novembro de 2014

A minha sorte é não ser medricas e até apreciar um bom filme de terror*



Ligar a televisão e dar de caras com um gajo todo oxigenado, frente ao espelho, a rapar a testa com uma gilete. É que nem o sotaquezinho francês conseguiu atenuar o terror da cena.






* caso contrário, seria motivo mais do que suficiente para borrar a cueca.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

O mundo está perdido #5


Aquilo foi mesmo a sério?, fiquei eu a pensar cá para comigo.
Será que é mesmo possível, em pleno século XXI, um casal jovem não saber o significado da palavra literalmente?
Não é uma palavra científica, nem de uma especialidade qualquer. Não é uma palavra estranha, nem difícil de se pronunciar. Não é uma palavra antiga, daquelas que deixaram de se usar.
Literalmente, porra. A palavra era, tão-só, li-te-ral-men-te.
 
 
E, sim, confirmo. É possível, em pleno século XXI, uma pessoa culta e letrada como a Mam'Zelle ver programas de bosta. Até poderia encaixar aqui a palavra literalmente. É verdade, sim. Nesta singela conversa. Tão simples quanto isto. Só para verem como é uma palavra do mais comum que há.
Então é assim. Consta que o primeiro episódio, do programa em questão, meteu trampa mesmo. Cocó de vaca, ao que parece. (In)felizmente, escapou-me essa preciosidade. É que só descobri a existência de tal pérola televisiva há relativamente pouco tempo. É uma pena.

E, sim, confirmo. Deveria ter vergonha na cara (não tenho nenhuma) e não ver este tipo de coisas (é mais forte do que eu). Mas, já dizia a minha Mamie Z, perfeito só Deus (e olhem que até desse desconfio).
 

terça-feira, 8 de julho de 2014

Ainda sobre essa cena de se fecharem os botecos


Se um dia, assim do nada, de repente e por mero acaso, aquela espécie de programa sobre blogues viesse a interessar-se por este meu A miúda com Pêlo na Venta, fechava-o logo. É que era logo logo.

Era só para avisar. Falamos de uma eventualidade improvável, tenho noção disso. Mas mesmo assim. Antes prevenir do que remediar.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Hein...?


Quem ouve o chefe Cordeiro a falar, fica a pensar que ele usa relva em todos os pratos que confecciona.
Podiam avisar o homem que está a dizer a coisa mal. É que está a falar para crianças. E, pelos vistos, está ali para lhes ensinar algo. Não queremos as futuras mulheres e os futuros homens da nação a não saberem falar. A falar mal e porcamente já basta ele, o chefe Cordeiro, e tantos outros que por aí andam armados em professores em programas de televisão, digo eu.
 
 
 
nota: quem não viu o Chefs Academy Kids não vai perceber patavina a esta conversa. Vou já avisando.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Dava-lhe uma pinta do caneco*


Pois que há três músicas em competição para representar a França na Eurovisão deste ano. Agora é a malta que vive lá em França que tem de votar. Pois que há uma que se destaca, de longe, como minha preferida. Ele é a música: excelente. Ele é a letra: mais excelente ainda (sim, sim, é mesmo possível). Até parece que foi criada como homenagem aqui ao casebre da Mam'Zelle. Eu é que sou do mais humilde que há. Caso contrário, acreditaria no mais profundo do meu ser que quem a criou é fã deste modesto e singelo blogue.

 
Ora digam-me lá se isto não é uma verdadeira pérola musical?:


 
 
Ei! Alto aí! Nada de gozarem, ok? Que eu saiba, Portugal já nem participante é. Toma!
 
 
 
* à bela da Eurovisão.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

La Belle Portugaise - WTF? (3)


Há uma coisa que me anda a fazer uma confusão tremenda, de há uns dias para cá. Uma vez mais, devo esclarecer que não chega para me tirar o sono nem o apetite, felizmente. Mas estou a ficar deveras preocupada.
Então não é que tratam a Fanny de "belle portugaise"? Belle portugaise? Really?
 
 


Das duas uma. Ou quem fala tal coisa não percebe francês. E, até aí, não me admira nada. Já estou habituada. Ou, então, tem merd* nos olhos. Daquela bem mole, sabem, que se agarra de tal forma que não deixa ver nada à frente.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Back to the Future


Sabiam que há pessoas patéticas que perdem quarenta e cinco minutos da sua tarde de domingo para verem o primeiro episódio da nova série do Dallas? Pois acreditem. Pelo menos uma, houve. Sei do que falo.
Tudo bem que não tinha nada de muito empolgante para fazer. Tudo bem que choveu o dia todo sem parar e isso ajuda-nos a ter uma "boa" desculpa para ter um domingo pouco empolgante. Tudo bem que usar eufemismos para parecer que o dia não foi assim tão mau nunca foi crime. Mas, uma coisa é certa, ainda não me recompus totalmente do dia de verdadeira trampa que tive ontem. Muito menos daquela hora menos um quarto que me levou de volta aos anos 80.
Pensei que poderia ser bom voltar a ver os Ewing, o Texas e os chapéus à cowboy. Enganei-me redondamente. O problema é que já não tenho aquela vozita tagarela que não se calava nem um minuto a comentar cada episódio à sua maneira. Já ninguém está à minha beira a tratar o JR de "cabeça-de-bola" e a Sue Hellen de "bêbada-sem-vergonha". Agora que penso nisso, não apareceu, nesta nova versão, o Cliff Barnes, "slip"* para a minha avó. Que pena. A Lucy ("a loirinha"), essa, está mais velha do que o Bobby ("o bonzinho"), coitada.
A minha avó adorava ver o Dallas. Não percebia tudo, porque lá em França falavam todos francês e a minha avó sabia dizer pouco mais do que o "bóju" (bonjour) e o "abuá" (au revoir) da praxe. Mas percebia à maneira dela. E o que tinha graça era que essa sua maneira, regra geral, era bem mais interessante e empolgante do que a versão original. E eu ria-me. Ria-me muito. Ria-me tanto com ela.
 
Já vos tinha dito que sinto uma saudade danada da minha avó? É uma daquelas saudades lixadas, a que sinto da minha Mamie Z.
 
 

(Esta versão francesa do genérico era qualquer coisa...)



* palavra francesa para "trusses" (cuecas de homem, se preferirem). Nem vale a pena explicar aqui o quanto nos ríamos, a minha irmã e eu, quando ouvíamos a minha avó a tratar o pobre do Cliff por "trusses".

nota: uma coisa que ainda valeu a pena, no meio daquilo tudo, foi voltar a ver o jardineiro da Eva Longoria, no Donas de Casa Desesperadas. Só isso. E já não é pouco.

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

À vos marques... Prêts? Pâtissez!


Começou, na minha querida M6, o programa que será o meu preferido durante o próximo mês. Basta dizer que, durante umas duas horas, só se vê gente a fazer coisas boas. Parecem todas mais deliciosas umas do que as outras. Aquilo é farinha, ovos, açúcar, chocolate, e muito mais, por todo o lado. Eles peneiram, eles batem, eles amassam. Eles fazem trinta por uma linha para que a coisa saia saborosa e docinha. Aquelas formas, aquelas texturas, aquelas cores... Uma maravilha.
Diz, quem sabe, que os olhos também comem. Costumam dizer que sou uma excepção a muitas regras. Neste caso, não sou, com toda a certeza. Os meus olhos fartaram-se de comer. E o que eu gosto de comer com os olhos. Não só, como é óbvio, mas também. Muito.


domingo, 25 de novembro de 2012

Ó malta que vê o Top Chef!


Acham ou não acham que a final já não vai ter brilho algum? Para mim, não há a sombra de uma dúvida. A final não vai ter graça coisíssima nenhuma. Saiu o Igor. Acreditam? E eu gostava muito do Igor, essa é que é essa. Está mal. Muito mal mesmo. Bem, o que me deixa mais conformadinha, no meio de tamanha injustiça, é o facto de ter saído em grande. Então não é que na prova de eliminação criou um menu que mais parecia ter sido feito especialmente para mim? É verdade, é verdade. Ora vejam. Escargots, para entrada (miam!). Magret, para o prato principal (miam! miam!). E, podem não acreditar, mas sabem o que ele fez para sobremesa? Nem mais nem menos do que um petit gâteau (diz, quem provou, que não se saiu lá muito bem. Mas isso, agora, é o que menos interessa). Aquele meu péché mignon que, pasmem-se, confessei justamente ontem. Se isto não é o destino a querer dizer qualquer coisa, então que se lixe o destino.
Agora, a sério. Tenho pena que o Igor não tenha chegado à final. Ele e aqueles dois sinais que ele tem. Ui...
 

domingo, 16 de setembro de 2012

Pedir desculpa? Então e o problema estava onde? No casaco ou na calça?


Sou contra o novo acordo ortográfico. Por isso mesmo, continuo a escrever à antiga, como já devem ter percebido. Mas, mesmo não concordando, conheço as principais regras do dito acordo (ou, pelos menos, julgava eu).
Ontem, estava a ver televisão, quando passa o seguinte aviso em rodapé:
 
 
 
 
Será que foi aprovado outro acordo ortográfico, diferente daquele que eu ainda não sigo, e fui a única a não dar por nada? Ou a RTP1 já foi privatizada, pertence agora a um qualquer magnata brasileiro e ninguém me avisou?