segunda-feira, 6 de setembro de 2021

Vamos ter de mudar isso.

 


É que estamos a chegar ao fim do verão e, este ano, ainda não pus os pés - nem o resto do corpito - numa praia.

sexta-feira, 3 de setembro de 2021

terça-feira, 31 de agosto de 2021

NatUrezA #1 - a palavra

Chegar ao cume.

Sentir o vento a dançar com os raios do sol.

Desejar ser sol e os teus braços vento.

Deixar de sentir o que me veste e passar a ser leveza.

Ser

      natureza,

nua;

tua.

sexta-feira, 27 de agosto de 2021

Parce que, apparemment, la vérité sort de la bouche des enfants

 Estava super concentrada [a fazer algo que, agora, não interessa nada], quando começo a receber várias notificações - tim tom tim tom tim tom - seguidas - tim tom tim tom tim tom - no - tim tom tim tom tim tom - telemóvel - tim tom tim tom tim tom. Aquilo - tim tom tim tom tim tom - não - tim tom tim tom tim tom - parava - tim tom tim tom tim tom. Parecia - tim tom tim tom tim tom - um - tim tom tim tom tim tom - vírus - tim tom tim tom tim tom - qualquer - tim tom tim tom tim tom - ou - tim tom tim tom tim tom - o - tim tom tim tom tim tom - cantano.


- Já chega, porra!, acabei por lançar espontaneamente.

- Pois, eles estão todos a mandar-te mensagens porque querem namorar contigo, para beijar na tua boca. 

E, depois de uma pequena pausa, olhando-me nos olhos - com aqueles seus olhos enormes e brilhantes e espertos e lindos - acrescentou, num tom demasiado pomposo para uma criança:

- Mamã, a sério, todos querem beijar na tua boca. 


tim tom tim tom tim tom tim tom tim tom tim tom tim tom tim tom tim tom tim tom tim tom tim tom



FIM


[vinte e um de Agosto de dois mil e vinte e um]


segunda-feira, 16 de agosto de 2021

Até à Nossa Senhora da Saúde...

 








... a pé.




nota: a Bolachita não aparece na última foto - que marca a chegada à terra na Nossa Senhora da Saúde - porque apanhou boleia pelo caminho.


segunda-feira, 9 de agosto de 2021

sexta-feira, 30 de julho de 2021

segunda-feira, 26 de julho de 2021

Diz que é uma espécie de tentativa de escrever cenas fofinhas, mas num fofo fixe.

 

Je ne comprends pas,

ces gens là

qui, parfois,

donnent leur langue au chat.



La mienne,

ne t'en fait pas,

elle n'est que tienne,

rien qu'à toi,

mon Fa.


nota: aviso que a fotografia foi tirada com um filtro do telemóvel, só para a maltinha não ficar preocupada comigo.

quarta-feira, 21 de julho de 2021

Segunda dose:

 


Ontem.


Passaram exactamente vinte e quatro horas e,  até agora - como aconteceu com a primeira dose - estou sem sintomas.


Falta esperar mais catorze dias.


E a maltinha, hein?

Quero toda a gente vacinada, carago!




Obs: como podem ver - se abrirem os olhos - desta vez, levei a vacina no braço direito. por razões de segurança, disse-me o senhor enfermeiro. viu o meu braço esquerdo tatuado e não quis nada com ele. cá para mim, o que ele quis foi deitar por terra o brilhante slogan que criei para o meu post da primeira dose. a mim não me engana ele. desmancha-prazeres é o que ele é.


sexta-feira, 16 de julho de 2021

Porque as conversas com a Bolachita são as melhores do mundo

 

Depois de ela fazer uma panhonhice qualquer.


- Tu és uma panhonhita. Essa é que é essa.

- Tu também és.

- Eu? Eu não.

- Então eu também não sou.

- Ai é assim que funciona? Só és o que eu também for?

- Claro.

- Então e porquê? Posso saber?

- Porque somos da mesma equipa.

- Como assim?

- Então, somos as duas meninas, tu és minha mãe e eu sou tua filha. Por isso, se tu não és panhonhas, eu também não sou.

- Ok... ok. Está certo, panhonhita.

- Ó mamã... - num tom muito desapontado.

- Pronto. Pronto. Tu não tens mesmo sentido de humor.

- Mamã! Não digas isso! Claro que tenho. - já num tom irritado.

- Mas, por acaso, tu sabes o que é sentido de humor?

- Sei, pois.

- Então, o que é?

- Não te vou dizer.

- Vá lá. Diz.

- Então, sentido de amor é ter coração.


[dia um de Julho de dois mil e vinte e um.]

segunda-feira, 12 de julho de 2021

pOéSiE


É que me disse, um dia,

que eu era poesia.


E, agora,

que deixei de o ser?

Quando a minha alma chora,

por esta vida fora,

quem me vai ler?

quinta-feira, 1 de julho de 2021

Aqui está ele,

 

o novo cabeçalho:






nota: estou a ter uns problemazitos com este novo menino. No telemóvel, até fica razoavelmente bem. No computador, ficava enorme e com uma definição para lá de péssima. Encontrei uma outra opção que é ficar ali, pequenito, no cantinho esquerdo. E assim ficará. Sempre é melhor verem um micro cabeçalho do que ter de levar com as minhas pernocas desnudas em tamanho XXL. Ainda para mais, com os pixels - ou lá o raio, que nem sei se é assim que se chama - todos marados. 

Pronto. Era só isto.

Enjoy, maltinha.

quarta-feira, 23 de junho de 2021

Primeira dose:

 


ontem.


Passaram vinte e três horas e meia e, até agora [je touche du bois], zero sintomas.


Maltinha, ide vacinar-vos,

por amor do mundo,

do sol

e da lua,

de todas as estrelas do céu,

das flores

e das árvores, 

dos passarinhos

e dos coelhinhos

 e de tudo e mais alguma coisa. 

Agradecida.

quarta-feira, 16 de junho de 2021

Que tal esclarecerem-me, hein? #18

Como saber se alguém nos desligou a chamada na cara; sem ter de dar a cara?

Ou seja, sem perguntar des-cara-damente ao cara se teve o despautério de cometer tal falta de respeito. Não vai com a minha cara? Tudo bem. Dizem que tenho cara de poucos amigos, realmente. E está na cara. 

Mas, cara-ças...

É que não sou de mandar à cara estas coisas. Agora, é caso para uma pessoa mais vulnerável ficar de cara à banda.


O certo é que ainda nem consegui en-cara-r devidamente o sucedido.

A sério, cara-go?

Que cara-de-pau!

sexta-feira, 11 de junho de 2021

Meia dúzia de anos

Foi o tempo que passou desde o baptizado da Bolachita.

Quase seis anos depois, tratei - finalmente - de lhe criar um álbum, cheio de recordações daquele dia.



É estranho. Olhar para aquelas fotos todas; é-me estranho. 

Aquelas memórias são tão vagas. Parece que tudo aconteceu numa outra vida. 

Uma vida que não esta.

Minto.

Parece que não fui eu que a vivi, aquela parte da minha vida. 

Pelo menos, não a pessoa que sou e está a escrever, agora.

Acho que é isso.


No entanto, sou a mesma. Tal e qual. A mesma.

Estranho?

Eu sei,

foi o que eu disse.


terça-feira, 8 de junho de 2021

sexta-feira, 4 de junho de 2021

Dá-mE luZ

Há noites escuras

e dias sem sol.

Há manhãs sombrias;

há tardes frias.

Há horas obscuras

que tardam em passar,

em que fôlegos, 

vazios,

procuram ar.

Há vidas sem rumo

que só querem sossegar.


E há a minha boca

na tua,

a tentar

sugar

o teu alento

e, com ajuda do vento,

voltar

a respirar.


quarta-feira, 26 de maio de 2021

"erre" de errar, a dobrar

Aceitar que erre.

É deixar que me pinte de várias cores menos bonitas,

porque a beleza que me matiza mora em tonalidades que desconhece.

É saber que o mal que vê em mim é proporcional ao seu engano;

o seu erro não me macula.


Aceitar que erre.

É deixar que me adule depois das ofensas proferidas,

porque a instabilidade do pensamento é sinal de desorientação.

É saber que os paradoxos que lhe desperto são prova da sua inconstância;

a sua errância não me abala.



"erre",

de errar,

de Relativizar,

de Respeitar

sem Ripostar.

sexta-feira, 7 de maio de 2021

alLITérations, assoN(U)ancEs et HOMonyMEs

 

Dans mon lit,

où je lis

ce que tantôt,

au temps du renouveau,

tu m'as écrit,

c 'est mon ombre, 

si sombre,

qui sombre 

jusqu'au bout 

du monde

- invocons les bonnes ondes -

juste pour toucher

ta bouche

nue.

Tout chez

toi me manque,

même tes mensonges

que je ne songe

oublier

ne serait-se

qu'une seconde.

Comme la caresse

d'un amour

abandonné

à son âme ou 

ses pensées;

qui sort de ses gonds,

puis, changeant la donne,

tout doucement,

 se laisse amadouer.

Douée en amour,

la laisse du dévouement

au cou,

à toi, 

mon toit,

je me donne.

Viens, 

mon tout,

mon rien,

mon homme,

on se pardonne;

enfin.

sexta-feira, 30 de abril de 2021

Há uma primeira vez para [quase] tudo

Elogiaram-me os dentes.

Nunca, antes, o tinham feito.

Ou, então, não me lembro de, algum dia, ter tido essa sorte. 



Elogiaram-me os dentes e a forma como são emoldurados pelos meus lábios.

Foi assim. Acho*.

Não tenho uma total certeza do que acabo de escrever porque, mal me elogiaram os dentes (e, disso, não tenho dúvidas), a estupefacção foi tanta que, por mais que quisesse absorver o que foi dito depois, as palavras seguintes não entraram tão nítidas, por mim adentro, como as primeiras que ouvi.


Elogiaram-me os dentes e, para além de a surpresa me levar a abrir mais um pouco os olhos, também me entreabriu os lábios num sorriso tímido. Porque, por mais que nos saiba sempre bem receber elogios [por mais encavacados e sem jeito que fiquemos], melhor sabem aqueles que são ditos - e passam a existir - fora da caixa. Aqueles que não encaixam no manual do elogio que inconsciente e erradamente nos é imposto. 

Aqueles elogios que, dificilmente, iremos esquecer. Sendo que, no que à lembrança diz respeito, não só às palavras ditas me refiro, como ao(s) autor(es) das mesmas também.





* se assim não foi, que me corrija, por favor, quem de direito.



[treze de Novembro de dois mil e tal]