... François Coppée.
Dieu voulut résumer les charmes de la femme en un seul,
mais qui fut le plus essentiel,
et mit dans son regard tout l'infini du ciel.
Se, com o senhor de Musset, só
concordei na teoria, com o senhor Coppée é outra história bem diferente. Ele é na teoria, ele é na prática; basicamente ele é em tudo. Concordo em absoluto com François Coppée, com cada palavrinha que o poeta escreveu nesta citação. O olhar de uma mulher é qualquer coisa. O olhar de uma mulher diz muito do que ela é, do que ela pensa, do que ela quer, do que ela anseia. Cabe lá o céu e muito mais, no olhar de uma mulher*. E ela, a mulher, sabe bem disso. O problema (
é verdade, há sempre a porra de um problema em tudo e mais alguma coisa) é que o sexo oposto nem sempre se apercebe disso. É vê-los a olhar (
ou será melhor dizer perscrutar?) para os rabiosques que lhes passam à frente. É vê-los a dar uma olhadela (
ou será mesmo contemplar minuciosamente?) nas pernocas ao léu. É vê-los a olhar de soslaio (
ou será mais correcto falar em olhar penetrante?) para os decotes generosos. Ou seja, olham para tudo (
mais ou menos, é mais para os três elementos identificados agorinha mesmo, lá está), menos para os olhos. Olham para quase tudo, portanto, menos para esse belo
resumo dos encantos da mulher que é o olhar, como tão bem o diz Coppée. E com esta conclusão, a que se chega facilmente, voltamos àquilo que já referi para a citação do Alfred. Os olhos bem falam, desejam, mas ninguém os entende... É só isto e é bastante aborrecido. Digo eu.
* como em tudo na vida, há excepções à regra. Algumas (poucas, entenda-se) mulheres não trazem nada no olhar. São olhos vazios, os olhos dessas mulheres. Normalmente esse vazio estende-se para além dos olhos, lá para os lados do cérebro.
nota: só agora me apercebi que a malta toda vai ficar a saber que a Mam'Zelle tem os dentitos de baixo tortos. Damn it!