Há momentos (demasiados) em que nem o melhor sorriso da Bolachita me ajuda a relativizar as agruras da vida. Há dias (tantos) em que nem a maior gargalhada dela me leva a esquecer - como que por magia - o quão extenuantemente complicada e, ao mesmo tempo, tão estupidamente vazia anda a minha vida.
sexta-feira, 31 de outubro de 2014
quinta-feira, 30 de outubro de 2014
Será que sou só eu* #2
a não achar piada alguma à Julia Roberts na nova publicidade daquela marca de meias, colãs e afins?
É que ele é na blogosfera, ele é no café, ele é ao virar da esquina. Parece que toda a gente se apaixonou pela actriz nesta publicidade. Toda a gente, ponto e vírgula que, como disse ali em cima, eu cá não gostei por aí além nem por aqui perto. Não apreciei. Ponto.
Mais, dizem as moças em questão que, se fossem homens ou lésbicas, casavam já já com ela. Sim, porque - e diga-se de passagem - não ouvi nenhum gajo a dissertar sobre o assunto.
Eu cá, acho um tremendo de um exagero. É que não há ali grande coisa que se aproveite.
A Julinha (e atenção que eu sempre lhe achei imensa graça, como podem comprovar aqui) parece estar no mundinho da lua, alheia a tudo e todos. Aquela roupita, não se entende. Tudo bem que não sou perita em moda. Aliás, ninguém tem mais noção disso do que eu própria. Mas, caramba, camisa roubada ao gajo que lhe aqueceu os pezitos durante a noite conjugada com aqueles leggins que não favorecem ninguém? E umas sabrinazitas desenxabidas a acompanhar a desgraça? Sou duzentos por cento a favor da camisa XXL, que sou. Mas é à camisa sem mais nada. Pernitas ao leu e pés descalços. Isso, sim, é sensual. Isso, sim, é sexy. Isso, sim, dá para uma pessoa vacilar no que há sua orientação sexual diz respeito (enfim, para mim, era preciso um tico mais. mas estou numa de ser compreensiva com o resto da malta).
Ai e tal, ó analfabeta em estilo, mas como é que a Juliazinha poderia ir de pernas ao leu se está justamente a fazer publicidade aos leggings?, perguntam as quase-fufas em sua defesa e aquela parte do pessoal que só se sente bem se embirrar comigo.
Eu quero lá saber qual o produto que se procura vender. Só sei que não acho piadinha alguma à actriz naqueles preparos. Pronto.
E, já agora, a musiquita. Alguém acha piada àquela musiquita?
Chata que só ela.
Óptima para aguçar ainda mais aquele meu mau feitio já de si tão jeitoso, sem que seja necessário que puxem ainda mais por ele.
Ai e tal, ó analfabeta em estilo, mas como é que a Juliazinha poderia ir de pernas ao leu se está justamente a fazer publicidade aos leggings?, perguntam as quase-fufas em sua defesa e aquela parte do pessoal que só se sente bem se embirrar comigo.
Eu quero lá saber qual o produto que se procura vender. Só sei que não acho piadinha alguma à actriz naqueles preparos. Pronto.
E, já agora, a musiquita. Alguém acha piada àquela musiquita?
Chata que só ela.
Óptima para aguçar ainda mais aquele meu mau feitio já de si tão jeitoso, sem que seja necessário que puxem ainda mais por ele.
* Este post também poderia ter como título: Sim, sim, é tudo inveja. só inveja. daquela ruim mesmo. inveja quase tão ruim como eu. é para vocês verem.
quarta-feira, 29 de outubro de 2014
Illusion d'optique
Novo fascínio da Bolachita.
Poderia pensar-se que é admirar a máquina enquanto esta está a lavar a roupa.
Desenganem-se. Esse foi o penúltimo fascínio da Bolachita.
O último, foi mesmo o meu par de sandálias, todas elas purpurina rosa.
nota: é verdade. eu - que não sou nada de pinderiquices, nem de paixões, muito menos à primeira vista - mal pus os olhos em cima destas meninas soube logo logo que as queria trazer para casa. Estavam ali, em saldos, sozinhas, abandonadas, na secção de criança de uma daquelas lojas de roupa onde toda a gente vai. E eu, de repente, quis dar uma de boazinha (foi uma vez sem exemplo, atenção), adoptando-as. Pronto. Foi assim que aconteceu.
terça-feira, 28 de outubro de 2014
ERRATA #2
Peço-vos, por gentileza, que voltem ao post que escrevi ontem e que me lembrei de intitular Heeeeeeeeeeeeeeeelp! Please.
Apercebi-me, depois de ter publicado o texto em questão, que não fui rigorosamente exacta numa informação que transmiti. Ora, se se pode acusar este blogue de muita coisa - e já foi acusado de tanto, o pobre coitado - a falta de rigor, a falta de exactidão nas mensagens divulgadas não é, de todo, uma delas. Tudo o que aqui é dito é religiosamente pensado, reflectido, maturado antes de ser escrito de forma cuidada e criteriosa para não defraudar, em momento algum, a confiança que a malta que por aqui passa deposita neste modesto espaço e, por conseguinte, na minha pessoa.
Posto isto, só me resta solicitar que seja efectuada, no texto acima referido, a alteração que passo a mencionar:
- nas terceira e quarta linhas do último parágrafo, onde se lê "Nem um para amostra, no dia de hoje. Nem a um comentário tive direito, bolas.", leia-se "Só um para amostra, no dia de hoje. Só a um comentario-zeco tive direito, bolas.".
É que, se há gajos susceptíveis como o caneco por este mundo fora, há gajos super hiper mega susceptíveis como o caraças neste mundo pequenino - mas tão fofinho - que é a blogosfera.
E, se o meu sexto sentido não me engana, há um 'gajo' particularmente susceptível. Verdade. Podem acreditar em mim.
E eu não quero ver ninguém depressivo por minha causa. Não mesmo. Longe de mim tal ideia.
Nada mais havendo a acrescentar, termino com um sincero e sentido pedido de desculpas pelo incómodo causado a todos aqueles que leram o texto em causa no dia de ontem e no dia de hoje antes de ser reposta a verdade nesta errata que dentro de breves instantes será publicada. Sendo assim, essas pessoas, na sua inocência, foram lamentavelmente induzidas em erro. E não era suposto. Por isso mesmo, daqui para a frente, estarei ainda mais (se tal for humanamente possível) atenta e alerta para que este tipo de falhas não volte a acontecer.
nota: já agora, em minha defesa, não posso deixar de acrescentar (sim, sim, afinal havia algo mais para acrescentar. nunca se esqueceram de nada, querem ver...) uma coisinha. No meu entender, não há ninguém - no seu perfeito juízo e tendo um dia inteirinho de vinte e quatro horas ao seu dispor para comentar este nobre blogue - que só se lembra de fazer um comentário uma meia horita antes do final desse mesmo dia, quase que a adivinhar o post que eu estava a escrever ao mesmo tempo e, aposto, só para contrariar o conteúdo do mesmo.
Haja paciência para gajos que não têm mais o que fazer do que tentar denegrir a imagem de um blogue sério e cuja imagem de excelência tanto me custou a construir.
Agora sim, está mesmo tudo dito.
segunda-feira, 27 de outubro de 2014
Heeeeeeeeeeeeeeeelp! Please.
Eu já presumia que não iria ser fácil. Eu bem que desconfiava que esta minha Bolachita era cabeça dura. Eu quase que adivinhava que a tarefa iria ser árdua. Eu como que pressentia que o raio da Bolachita teria de pôr à prova a minha paciência de todas as formas e feitios.
E, de facto, cá está, uma vez mais, a prova mais do que provada. Não há pachorra que aguente isto. Vamos lá então à última em data. A catraia não quer outro leite a não ser o leite materno. Quando digo não quer, pretendo que a malta entenda que a miúda resmunga, chora, grita berra, barafusta, esperneia, estrebucha. Simplificando, faz trinta por uma linha. No entanto, beber a porra do leite que é bom? Nada.
Eu bem que vou tentando as várias opções. Eu bem que me desalmo para a levar a beber um leite qualquer.
Não dá.
Mas eu, que acho que já não faz sentido dar-lhe a mama, não posso desistir. Era o que mais faltava.
E agora?
Mas o que raio vou eu fazer à minha vida, agora?
Alto lá.
Aquilo ali foi só uma pergunta retórica, ok? Ah pois. Uma pessoa tem cada vez mais malta a passar por aqui (pelo menos assim o dizem as visualizações), mas, para deixar um mero comentário de alento ou de outra coisa qualquer (sim, crítica seja lá ela de que tipo for também serve), está quieto. Nem um para amostra, no dia de hoje. Nem a um comentário tive direito, bolas.
Estava então a dizer que a pergunta foi retórica. Não estou efectivamente à espera que a malta me venha para aqui ajudar a resolver este pequeno contratempo. Palpita-me que, caso o fizesse, era melhor esperar sentadita. E, pelo andar da carruagem, a Bolachita crescia, fazia dezoito anitos, saía de casa e ainda sem um copo de leite inteiro bebido.
É amanhã. De amanhã não passa. Ela pode chorar e berrar à vontade. Pego nela ao colo, como se lhe fosse dar a mama. Imobilizo-lhe os dois braços e as pernas e enfio-lhe o biberão pela goela abaixo*. Quer queira quer não, vai beber o caraças do leite amanhã de manhã. Ai vai, vai. Ou eu não me chamo Mam'Zelle.
E pronto.
* mãe desnaturada em plena acção. mãe desnaturada no seu melhor.
nota: a foto foi essencialmente uma desculpa para exibir aquela minha lata gira que só ela. ou seja não, não sou patrocinada. nem pela mimosa nem pela nutribén nem por outra marca qualquer, como é óbvio.
Alto lá.
Aquilo ali foi só uma pergunta retórica, ok? Ah pois. Uma pessoa tem cada vez mais malta a passar por aqui (pelo menos assim o dizem as visualizações), mas, para deixar um mero comentário de alento ou de outra coisa qualquer (sim, crítica seja lá ela de que tipo for também serve), está quieto. Nem um para amostra, no dia de hoje. Nem a um comentário tive direito, bolas.
Estava então a dizer que a pergunta foi retórica. Não estou efectivamente à espera que a malta me venha para aqui ajudar a resolver este pequeno contratempo. Palpita-me que, caso o fizesse, era melhor esperar sentadita. E, pelo andar da carruagem, a Bolachita crescia, fazia dezoito anitos, saía de casa e ainda sem um copo de leite inteiro bebido.
É amanhã. De amanhã não passa. Ela pode chorar e berrar à vontade. Pego nela ao colo, como se lhe fosse dar a mama. Imobilizo-lhe os dois braços e as pernas e enfio-lhe o biberão pela goela abaixo*. Quer queira quer não, vai beber o caraças do leite amanhã de manhã. Ai vai, vai. Ou eu não me chamo Mam'Zelle.
E pronto.
* mãe desnaturada em plena acção. mãe desnaturada no seu melhor.
nota: a foto foi essencialmente uma desculpa para exibir aquela minha lata gira que só ela. ou seja não, não sou patrocinada. nem pela mimosa nem pela nutribén nem por outra marca qualquer, como é óbvio.
domingo, 26 de outubro de 2014
3/52
(Bolachita, sempre irrequieta a querer alcançar o que não deve - neste caso, a máquina fotográfica - com 1 ano e 25 dias)
Subscrever:
Mensagens (Atom)