quarta-feira, 9 de abril de 2014

É na alma


Chegou a primavera. O céu cinzento e chuvoso foi-se. O tempo deixou finalmente de fazer pandã * com o meu estado de alma. Sim, estado de alma e não estado de espírito.
Uma coisa é estar-se descontente porque sim. Porque acordámos com os pés de fora. Porque, simplesmente, estamos num dia menos bom. Porque, efectivamente, algo nos correu menos bem. Porque o tempo lá fora não nos deixa vestir a mini-saia que acabamos de comprar e que é tão gira.
Outra coisa é sentir que nos estamos a desfazer por dentro, mas, ao mesmo tempo, não termos o direito de sentir a nossa dor em pleno, porque temos a melhor bebé do mundo a depender de nós. A precisar de nós, da nossa atenção, do nosso bem-estar, da nossa disponibilidade total. E a verdade é que não vai precisar só hoje e amanhã. A verdade é que vai precisar nas próximas décadas.
É por isso mesmo que há instantes em que tenho dúvidas se é uma sorte ou não tê-la. E é nesses momentos, nesses micro milésimos de segundos (que nem chegam a ser momentos, na verdade) onde sinto que seria mais fácil se a bolachita não estive aqui, porque poderia mandar tudo às urtigas e sofrer sem filtros, que percebo que é a alma que está destroçada. A alma, não o espírito.

 
 
 
 * nunca cheguei a perceber como se escreve esta palavra, se é que ela realmente existe escrita...

terça-feira, 8 de abril de 2014

Inspiração


para a escolha das cores da futura cozinha da casa nova.



Branco, preto, mint (ou verde água, como quiserem) e coralino.

The 52 Project - vamos lá actualizar isto #5


24/52

(bolachita, entusiasmada com o seu novo tapete interactivo, com 5 meses e 19 dias)

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Abril


Dia um, a bolachita fez seis meses, a bebé L (lembram-se? aqui e aqui) fez dois anos e a minha irmã quarenta.
Dia dois, este piqueno (entenda-se, este meu blogue) fez dois anos também.

Parabéns aos quatro.


Meio ano de bolachita. Já. Nem dá para acreditar.

The 52 Project - vamos lá actualizar isto #4


23/52
(bolachita, toda satisfeita com o seu amigo, o já famoso monstro verde, com 5 meses e 10 dias

sexta-feira, 4 de abril de 2014

12.03.14 - o dia em que me tiraram a esperança


Estou triste. Estou tremendamente triste. Digo isto sem a ironia que costumo usar por aqui.
Devem achar estranho este meu desabafo, visto, ainda há pouco, ter publicado um post bem humorado. Um daqueles posts que, para além da informação que transmito, costumo escrever também com o objectivo de fazer sorrir a malta.
O post desta manhã foi escrito no dia 11 de Março. Último dia em que ainda havia esperança. Pouca, é um facto. Mas eu sou assim, neste tipo de situações, não consigo deixar de ter esperança até ao derradeiro minuto. Podem me avisar, vezes sem conta, que não faz sentido, que depois vou sofrer ainda mais, que tenho de me render à realidade dos factos, às ditas evidências. Sou tal e qual os miúdos. Abano a cabeça de cima para baixo, como que a concordar e aceitar o que me é dito, só para não ter de ouvir mais do mesmo. Só para não ter de ouvir o que não quero. Mas na verdade, no fundo, no fundo, lá bem no fundo - no coração, será? - não quero saber. Acredito piamente que as coisas podem mudar. Acredito sempre que enquanto há vida há esperança. E assim foi. Tive esperança até ao momento em que o telefone tocou, dia 12 de Março, ao início da tarde.
Devo confessar que são raros os posts que publico logo após os ter escrito. Pode passar um dia, dois, uma semana, um mês. Alguns deles já estão nos rascunhos há mais de um ano. Esses, acredito, ficarão por lá mesmo, nos rascunhos.
O post desta manhã foi escrito no dia 11 de Março, ao final do dia. Não o publiquei logo. Ficaria para o dia seguinte. Na manhã do dia seguinte, vi um vídeo que me chamou a atenção e decidi publicá-lo logo. Depois, preferi publicar umas fotos com a bolachita. O post desta manhã ficaria para a tarde. Mas já não houve tarde, naquele dia. Tiraram-me a esperança. Levaram-na, assim, de repente, juntamente com a minha mãe. E o post desta manhã, escrito no dia 11 de Março, pensado para o dia 12, só hoje foi publicado. Ainda não me sinto com força suficiente para escrever de novo posts cujo objectivo é tentar fazer sorrir a malta. Por isso, fica o post escrito a 11 de Março. O último post escrito enquanto ainda havia esperança.

 
Já agora, a dúvida que tinha na altura, matem-se ainda hoje. A quem souber esclarecer-me, muito obrigada.

Que tal esclarecerem-me, hein? #9


Bem, sem querer exagerar a dimensão da coisa, estou em pânico. É que a situação, já de si problemática, piorou. Muito. Se antes recebia uma catrefada de comentários-spam, o que era uma chatice, agora não recebo qualquer aviso de comentário no meu email, outra chatice ainda maior. Ou seja, tenho de ir à parte de comentários do blogue para ver se há algum comentário novo. Uma trabalheira de todo o tamanho que não faz qualquer sentido. Mas esperem, que a desgraça (sim, acabo de bater na madeira, não se preocupem) não acaba aqui. Também não recebo emails. Ou seja, a malta que se der ao trabalho de me escrever a partir de agora - que seja a elogiar o meu parlapié, a gozar com certas expressões que uso, a tentar subornar-me para ficar com a bolachita ou a descortinar as minhas fotos, entre outros assuntos não menos interessantes - é tempo perdido. Nada. Não tenho recebido NADA no meu email desde ontem*. O problema é que não sei por que raio isto acontece. Sendo assim, também não sei como remediar a situação. Será que tem a ver com um daqueles avisos de comentários que enviei para spam? É que, a seguir, perguntaram-me se queria eliminar e bloquear aquele contacto para sempre, ou uma coisa do género - já nem me recordo bem - e eu disse que sim, pois claro. Pelos vistos, saiu-me pior a emenda que o soneto (ou a ementa que o cloreto, para os fãs do Sr. Jesus. Aquele do Benfica, não o ex da Madonna. Eu sei que ainda há outro. Eu sei que o outro é mais conhecido do que o da Madonna. Não quis ir pelo óbvio, pá). Será que nunca mais vou receber emails? Isso é que era uma pena daquelas grandes. Alguns até que me faziam dar umas valentes gargalhadas. Depois, há pessoas com as quais troco correspondência quase diária. Depois há outra pessoa que está a desenvolver um projecto artístico para mim (sim, no início ficou combinado que seria só um desenho. Mas não vais ficar por aí com tantas fotos à disposição, certo? Eu até mando mais - quer queiras quer não - para teres mais opções, está prometido). Será que nunca mais vou ter notícias de vossemecês? Será que vou ficar isolada neste mundo duro, injusto e cruel que é a blogosfera? Será? Porra p'ra isto!
 

 
Agora, a questão que realmente interessa. Mas o que é que eu faço à minha vida, minha gente?, pergunto eu.



* este "ontem" refere-se ao dia 11 de Março. No próximo email já explico.