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quarta-feira, 5 de abril de 2017

Sempre quis e agora tenho #2


Uma casa com a fachada pintada na minha cor preferida.

Pensei que nunca seria possível. Afinal estava enganada.
[Ainda posso receber uma multa valente por causa desta brincadeira. Mas isso agora não interessa nada.]



nota: o #1 desta espécie de rubrica foi publicado há mais de um ano e já estava nos rascunhos há meses antes de o publicar. tenho mais uns oito, todos escritos na mesma altura, há mais de ano e meio, quando andava toda entusiasmada com a casa nova. o entusiasmo passou (apesar de continuar a gostar muito desta casita). e o certo é que o conteúdo dos posts continua a ser verídico. 

quinta-feira, 31 de março de 2016

Sempre quis e agora tenho #1


Uma parede de casa transformada em enorme quadro de giz.
Ainda coloquei a hipótese de o fazer no quarto da Bolachita. Depois, pensando melhor, preferi que ficasse na cozinha.



Porque, para mim, a cozinha deve ser a divisão mais animada, barulhenta, criativa da casa e o quadro de giz vai, com certeza, ajudar à festa.




nota1: a parede também tem íman. 
nota2: contrariamente ao que disse AQUI e mesmo tendo a parede com íman, não consigo deixar o frigorífico completamente imaculado. ninguém se faz, ok?

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

E é isto #1


Fazer juntas é uma grande seca.
Limpar o excesso de massa que fica nos azulejos é um enorme secão.


nota: sim, eu sei que ninguém me mandou escolher um revestimento que mais parece um romance escrito em braille, quando há azulejos lisinhos que serviam perfeitamente. Mas ninguém se faz. E, em minha defesa, devo dizer que não podia adivinhar que iria ter de sujar as mãos, tendo pago a um energúmeno* para fazer o serviço.


* apeteceu-me ser educada, para não variar.

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Aquela casa (per)feita para mim


Andei muito tempo à procura de casa. Durante meses e meses (a bem dizer, passou mais de um ano) percorri Coimbra com vários agentes imobiliários. Fiquei a conhecer ruas por onde nunca tinha passado. Fiquei perita em áreas, exposições solares e outras coisas mais.
Foi muito difícil encontrar uma casa que correspondesse ao que eu queria. Foi muito difícil entrar num espaço e sentir que poderia ser o meu futuro lar. Pensei, por várias vezes, que não seria possível chegar lá. Mas, um belo dia (pensando melhor, talvez não fosse tão belo assim), apresentaram-me aquela casa. E, antes mesmo de entrar, gostei dela. Gostei daquelas paredes, daquela fachada antiga, dos seus pormenores. Entrei e confirmei o que, para mim, já era óbvio. Era aquela casa mesmo que eu queria. Tanto a quis que hoje é minha.
 
Havia muito para mudar, na minha casa. Era antiga. Estava maltratada. Mas tinha um charme inconfundível. Começaram-se as obras. Entusiasmada, fui escolhendo os materiais que a iriam tornar efectivamente minha. E o tempo foi passando. E as obras iam estagnando. E as desculpas foram surgindo. E eu fui aguentando e acreditando na palavra de quem não merece o chão que pisa. Fui mantendo a calma porque aquilo era o início de uma nova vida. Fui adiando o inevitável porque queria acreditar que a Bolachita dormiria no seu quarto novo antes de completar o meio ano de vida.
Mas um dia não deu mais. Um dia tive de dizer basta. E o pior não é ter investido dinheiro no vazio de um empreiteiro sem escrúpulos. O pior não é a Bolachita ainda ter de dormir num quarto que não é o dela. O pior não é ter sido roubada e ter a casa num estado lastimável. O pior também não se fica por todos os problemas que surgiram depois disso e que não têm resolução à vista (e acreditem que esta parte está a ser do mais lixada que pode haver).
O pior de tudo é já não conseguir entrar naquela casa. O pior é o entusiasmo se ter transformado, a pouco e pouco, num misto de cansaço incomensurável e desilusão profunda. O pior é já não conseguir ver à frente aquele sítio que imaginei como sendo o lar perfeito para mim.
 
O pior é, antes mesmo de poder ir para lá viver, já não sentir aquela casa como sendo minha.

terça-feira, 8 de abril de 2014

Inspiração


para a escolha das cores da futura cozinha da casa nova.



Branco, preto, mint (ou verde água, como quiserem) e coralino.

terça-feira, 11 de março de 2014

Tal e qual o Querido Mudei a Casa, mas sem levar com as pindéricas-armadas-em-boas-com-as-suas-vozes-irritantes-de-tias-de-cascais das decoradoras #2


E continuamos com a escolha de cores e mais cores. Mesmo optando por uma predominância de branco, ainda vai haver bastante cor espalhada pelas paredes.
Não consigo resistir. Não mesmo. Eu sei que o branco não cansa, como pode acontecer com outras cores. Eu sei que podemos dar o toque de cor com elementos de decoração, muito mais fáceis de substituir se/quando ficarmos fartinhos. Eu sei que o estilo escandinavo é que está a dar. Eu sei. Sei dessas coisas todas. E, no início, era isso mesmo que tinha tentado enfiar na minha cabecita. Branco. Branco por todo o lado. Paredes e tectos. Depois... Depois meteram-me estas cores todas à frente. E eu - miúda dada à alegria (ou pelo menos que tenta ir buscá-la onde quer que ela se possa esconder, mesmo quando a coisa não está fácil) - lá conseguia resistir? Não. É óbvio que não. Até vou pintar um dos tectos de amarelo*. Vejam bem ao que eu cheguei. E é logo o tecto do hall de entrada. Assim, mesmo a matar. Para não restarem dúvidas da minha loucura. Tau!
 
 
Dez. Não uma. Não duas. Não três. Não quatro. Não cinco. Não seis. Não sete. Não oito. Nem mesmo nove. São dez, as cores que, em princípio, vou espalhar pelas paredes da casa. Já está quase tudo definido. Vamos lá ver se não me arrependo. Ai, ai...


* e não, escusam de estar para aí a pensar certas coisas, não é aquele amarelo mostarda que anda na moda nos últimos tempos. Não é amarelo torrado. Nem o outro, o chamado amarelo clarinho. É mesmo aquele amarelo que se imagina quando se pensa em amarelo. Aquela cor primária antes de levar com foleirices que a desnaturam e a tornam menos amarela.

quarta-feira, 5 de março de 2014

Tal e qual o Querido Mudei a Casa, mas sem levar com as pindéricas-armadas-em-boas-com-as-suas-vozes-irritantes-de-tias-de-cascais das decoradoras #1


Bem, depois da casa escolhida e adquirida, vem outra das partes sérias*. A escolha dos acabamentos e decoração daquilo que, supostamente, virá a ser o nosso lar doce lar.
As primeiras decisões são tomadas em relação às paredes. Aquelas que ficam, aquelas que saltam, aquelas que vão ser transformadas. E a cor. Passo importantíssimo, a escolha das cores.
 


Isto é tantos rales, tons, nuances e afins por onde escolher que os meus olhitos já não se aguentam. No início, queria tudo pintadinho de branco. Muito simples e sem dores de cabeça à mistura. Depois, vi cores tão fixes que vacilei. Agora não sei o que fazer. Por um lado, tenho medo de usar cores nas paredes e em meia dúzia de anos ficar fartinha. Ou até antes. Por outro lado, a tentação é grande e eu cá sou fraca. Não me parece que vá resistir.



* aquela coisa das canalizações, água, luz, gás, aquecimento, caixilharia, telhado, etc., nem vou falar por aqui. É uma confusão, essencialmente para alguém que não percebe absolutamente nada sobre o assunto. Tema demasiado maçador e entediante para o apresentar à malta. Tive de confiar no empreiteiro e passar algumas noites sem dormir com o peso da responsabilidade em fazer as escolhas certas.