domingo, 3 de junho de 2012

TRETOLOGIA do dia #5 (sexta-feira)




Só para começar, a palavra "condescendente" nunca fez parte do meu dicionário.
Para continuar, não entendo a qual das "metades" é que a senhora especialista se está a referir. À esquerda ou à direita da coluna cervical? A malta costuma dizer-me que o meu perfil esquerdo é o mais fotogénico. E mais não sei.
Para finalizar, o dia 1 foi assim. Portanto, ponha a "maior comunicação" num sítio que eu cá sei! Pode ser? A mim, dava-me um certo jeito, sim?

Abertura oficial da época da caracolada


Aviso a todos os aficionados distraídos que ainda não deram por ela. A época do "Há caracóis" já chegou. Para mim, a estreia foi ontem, à tardinha, na praia fluvial. O petisco soube-me pela vida. Mas, confesso, não superou os bichinhos que provei, o ano passado, no Algarve. Servidos com pão rústico tostado e barrado com manteiga. Uma verdadeira delícia...





sábado, 2 de junho de 2012

Não percebo nada de futebol

quanto a isso, não tenho a mais pequena dúvida, até porque é uma verdade incontestável.
Agora, parece-me a mim que o Hugo Almeida também ainda não entendeu uma coisa: qual o papel de um ponta de lança. Há sempre a hipótese de ele ter tido uma branca, acontece a todos. Só espero que, no intervalo, o Paulo Bento se tenha lembrado de lhe reavivar a memória. Dava um certo jeito.

É nestas alturas que sou, indubitavelmente, uma mulher de fé.

Ai, minha nossa, mais um! Já lá vão 2 e nós... nada. Lá se vai a minha fé.

Espera lá, acabamos de marcar um! O que me vale é, sem dúvida, a minha fé.

Eu e Ele # 2 ou Telepatia avariada

Pois que, ontem, se falou muito de cerejas por aqueles lados. E, eu, doida por cerejas que só visto, fiquei a modos que com vontade de comer uma boa pratada delas. Lembro-me que lhe disse para passar pelo supermercado comprar fruta, pão, alface e tomates. Era tão bom que ele se lembrasse de trazer cerejas. Fechei os olhos com força, concentrei-me, mentalizei-me, quase que meditei, insisti. De tal maneira que fiquei convencida. Por voltas das 19h00', o desejo tornar-se-ia realidade.
19h28'.
Eu (impaciente) - Trouxeste cerejas, certo?
Ele (perplexo) - Não, trouxe morangos.
Eu (decepcionada) - Mas tu sabes que eu gosto muito mais de cerejas.
Ele (com a maior das calmas) - A sério? Eu sabia que era um fruto vermelho qualquer. Até hesitei. Mas como eu não gosto de cerejas, optei pelos morangos.
...


Nada a acrescentar, portanto.

Anda comigo ver os Azeitonas ou Anda lá, pá!

22h09' - a caminho dos Azeitonas, acompanhada pelos Maroon 5 e a tomar consciência de que, estes últimos, têm algumas músicas bem chatinhas.
22h25 - chegar e tomar consciência de que vou ter de gramar uma fila maior que as do Rock in Rio. A noite começa bem, portanto. Muito bem, diria até, se considerarmos que o tempo na fila foi passada a ouvir a malta a gritar. Malta a insurgir-se contra a vergonha que é ter de esperar numa fila com uma única bilheteira quando há tanta boa gente de férias forçadas.
22h42' - entrar e, numa das primeiras barraquitas, dar de caras com moços espadaúdos, de fatinho, a prepararem iguarias para o povão que veio ver aqueles-que-cantam-aquela-música-que-um-puto-levou-aos-Ídolos-e-que-também-passa-numa-novela-qualquer. Pergunta da praxe: é de graça? Faça favor, responde o moçoilo que aponta para os amuse-bouche com a mão adornada de uma luva de plástico. Pois que provei de tudo. Destaque merecido para a cereja enrolada em presunto e as tartezinhas (eram mesmo minúsculas, coitadas) de arroz doce cobertas de pedaços de morango.

Apanhada em flagrante delito de gula pura...


22h58' - instalar-me frente ao palco e esperar. O concerto estava marcado para as 23h00'.
23h00' - nada.
23h10' - niente.
23h20' - nothing.
23h30' - rien de rien.
23h35' - nada (desenganem-se, não estou de todo a repetir uma língua, não senhora. Fiquem sabendo que o primeiro foi em Português, este é em Espanhol).
A malta começa a ficar impaciente. Tenho ao meu lado uma senhora que parece ter usado todos os produtos de maquilhagem que deve ter em casa, como se não houvesse amanhã. Tem uma máquina fotográfica CANON, nas mãos. Afinal, tinha acabado o verniz, lá por casa e o acetona também, tal era o estado das unhas da dita senhora. Fiquei a saber que era a mãe de um dos músicos que acompanha aqueles que vão ver os aviões ao porto de Leixões. Estava preocupada (ela, não eu). Deve ter acontecido alguma coisa, de certeza. Eles nunca demoraram tanto (ler com sotaque do Puorto, aquele bem cerrado). Pois claro, tinha de sobrar para mim. Nem de propósito, mesmo. Os gajos nem costumam atrasar-se por aí além, mas hoje apeteceu-lhes. E eu a achar que já chegava atrasada, nem de pintar as unhas tive tempo. Afinal a senhora até tinha verniz em casa, não tinha era tempo.
23h45' - ainda nada.
Já só se ouvem assobiadelas, gritos. E assobiadelas e gritos. E mais, e mais. Confesso que, até eu, por estranho que pareça, já estava a ficar um tanto ou quanto irritada...
De repente, um puto à minha frente, com os seus 10/11 anos, lembra-se de exteriorizar a sua impaciência:
- Anda lá, páááá! Despacha-te, palhaço! Estás a beber um cafezito, hein?
Isto tudo aos seguranças que iam passando, ao manager (soube qual ele era porque a senhora-que-se-excedeu-na-cara-mas-não-quis-saber-da-porra-das-unhas fez questão de o dizer).
- Buuuuuuuuuuuuuu! Despacha  lá isso, meu granda burro! Continuava.
- Oh, oh, então?! Anda lá, pááááá! Andamos a brincar ou quê? Entusiasmava-se o puto.
Assim, até pode parecer não ter graça nenhuma. Mas o que eu me ri com o puto. Tinha uma voz engraçada e uma entoação que nem dá para explicar. Com o cabelito à Justin Bieber e os tiques que daí advêm. Um verdadeiro cromo, portanto. Mas em bom, muito bom. O que eu me ri com ele. E, claro, ao aperceber-se que, alguém, perto dele, se estava a rir com as suas interjeições só o incentivava mais a continuar. Sempre para melhor. E a expressão dos visados, a olharem para o miúdo, incrédulos? Um must!
00h09' - finalmente, o palco deixa de estar vazio e a malta, aos gritos, aplaude aqueles que tinham merecido uns nomes menos bonitos, alguns minutos antes.
2h15' - chegar a casa e desfrutar da recompensa (como costumamos dizer em França, après l'effort, le réconfort) bem merecida. O pão com chouriço, ainda quentinho, ao cheirinho do qual me foi totalmente impossível resistir, ao sair do recinto...

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Porque, hoje, é o dia...

Eu não sou muito (nada) de celebrar o Dia Nacional, Mundial ou Internacional disto e daquilo, da couve flor e do relógio de ponto. Mas, hoje, é um dia especial. É o dia mundial da criança. E eu não resisto a assinalá-lo.
Porque, como já disse por aqui*, sou fãzaça da criançada. Da sua inocência. Da sua graça. Da alegria que têm, para dar e vender, essas miniaturas de gente.



Porque, e como também já disse ali*, sou, eu própria, uma criança e não pretendo deixar de o ser. Criança com responsabilidades, consciente das coisas feias que este mundo tem e sem tempo para imaturidades. Mesmo assim, criança, com os seus sonhos, com as suas birras, com as suas gargalhadas, com as suas brincadeiras, com a sua espontaneidade. 
Ele diz que eu sou uma bebé grande e eu não tenho como discordar.




* Mais uma vez, muito obrigada Clara ;)

To be or not to be blogger, that is the question

Eu tenho de admitir que sempre gostei do Cláudio Ramos. Nunca o achei mal educado, maldoso, nem nada do género. Nunca percebi tanto ódio que ele gerava nas pessoas. Achava-lhe imensa piada nos tempos da Tertúlia Cor de Rosa, contrariamente à Maya e a outras desenxabidas que por lá passaram, como a Alexandra Fernandes* ou a Valentina Torres. Não era das coisas mais enriquecedoras, intelectualmente falando, mas a malta também tem de desanuviar um pouco. Sabe bem. Por isso, sempre que podia, não perdia uma Tertúlia, exclusivamente pelo Cláudio Ramos. Pela sua graça, pela sua ousadia, pelas suas brincadeiras. Por nunca se levar a sério. Por saber divertir, divertindo-se.
Confirmei que, para além disso, o Cláudio era uma boa pessoa quando substituiu o Nuno Eiró na sua rubrica do mesmo programa (já não me recordo o nome). A apresentadora (Fátima Lopes, na altura) fez questão de dizer que o dinheiro que o Cláudio recebia a mais por este extra era revertido, na sua totalidade, a uma instituição de solidariedade. Na altura, o Cláudio ficou embasbacado e só acrescentou algo do género (já lá vão alguns anos, uma pessoa não se pode lembrar de tudo à letra): não estava à espera deste extra, não preciso dele para viver e sei que há muito boa gente que precisa. Fiquei a gostar ainda mais do Cláudio nessa altura, confesso.
Quando dizia que gostava do moço, a maioria das pessoas ficavam horrorizadas à minha volta. Mas, claro, eu sempre estive bem me marimbando para a opinião dos outros a este respeito.
Há uns meses atrás, descobri o blogue do Cláudio Ramos. E, para ser muito sincera, aos poucos, a minha opinião sobre o Cláudio Ramos alterou-se um pouco. É os conteúdos que ele lá coloca. A maneira como, por vezes, escreve. São alguns diálogos que me parecem vazios, sem grande sentido.
Já o vi, poucas vezes é certo, na sua nova rubrica da manhã. E não lhe tenho achado piadinha nenhuma. Não sei se, efectivamente, esta rubrica não é tão acutilante, não tem tanta graça, ou se estou a ser um pouco condicionada pelo que eu tenho lido no blogue dele.



Depois, veio-me uma pergunta à cabeça. Será que os meus conhecidos e amigos me iriam ver de maneira diferente se lessem o meu blogue? Nunca terei resposta a esta pergunta, pois absolutamente ninguém que eu conheça sabe da existência desta coisa aqui. Mas, pensando bem, até que gostava de ter uma resposta a esta pergunta. E espero, sinceramente, que não. Que não me iriam ver de maneira diferente por aquilo que poderiam ler aqui. Pois que aqui sou eu. Sou tanto eu como a conversar com amigos à volta de uma mesa bem animada.


* Para me lembrar do nome desta moça (tal é a importância que lhe dou) tive de ir ao google e colocar "menina da meteorologia". Apareceu logo um vídeo do youtube com o nome da piquena. Bem nascido Google!