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quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Então e o fim-de-semana, Mam'Zelle? Sempre a montar?


Nope. 
Foi um fim-de-semana dedicado aos dois anos da Bolachita. Nada de montagens. (também, verdade seja dita, já há muito pouco para montar.)
No entanto, numa de relaxar um tico, houve tempo para uma aulita de golfe.



A coisa correu bem. Pelos vistos, tenho algum jeito (pudera, com aquela luz sobre a minha cabeça, tudo me corre de feição - segunda foto, para confirmar). Mas não fiquei apaixonada por aquilo. Muito paradito para o meu gosto.

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Porque gente do povo também merece #3


Nisto de decorar uma casa, não sou lá grande perita. É um facto. Só me resta admiti-lo.
Por saber disso mesmo, decidi começar a seguir alguns blogues de decoração (um pouco tarde demais, diga-se de passagem. devia ter começado muito antes de iniciar a remodelação da casa. ter-me-ia vindo mais cedo à ideia a abertura entre a sala e a cozinha. que, por motivos técnico, já não deu para fazer quando me lembrei da coisa. vou passar a vida a olhar para aquela parede e chamar-lhe nomes, para além de lhe rogar umas quantas pragas...).
 
Andava eu, no outro dia, num desses blogues que só nos mostram casas de sonhar e chorar por mais, quando me deparo com uma foto que chama a minha atenção. Mais precisamente o candeeiro daquela sala atípica banhada de luz e de pormenores deliciosamente coloridos e bem escolhidos. Parecia o meu candeeiro (aliás, tenho dois iguaizinhos). Aquele que comprei há tempos no olx.
Gente do povo é assim. Se puder comprar coisas interessantes mais baratas, não se importa que já tenham passado pelas mãos de outra gente. Para ser sincera, para mim, até têm mais graça essas peças que já tiveram outras vidas antes de serem minhas. Atenção, estamos a falar de decoração. Há certas coisas que prefiro novas, obviamente.

Vamos ao que interessa. Há tempos fiz uma pesquisa no olx, à procura de candeeiros. Pois que são peças de decoração relativamente caras e preciso de uma carrada deles. (por exemplo, só a cozinha leva três.) E deparo-me com a foto de um candeeiro lindo. Linhas direitas, super simples. Candeeiro todo preto, muito elegante. E com um pormenor super giro, o cabo revestido de uma malha vermelha. Mandei logo um email ao dono. Queria ver aquele candeeiro ao vivo (no meu íntimo, sabia que haveria de ser meu e que o iria trazer logo para casa). Cinquenta euros, era o preço indicado. Não achei excessivo, visto o candeeiro ser novo. Quando cheguei ao armazém do senhor, este informou-me que tinha dois iguais. Mostrou-mos e confirmei a minha primeira impressão. Lindos de morrer. Bastante mais pequenos do que imaginava, é certo. Mesmo assim, lindos de morrer. Quem foi comigo ver os candeeiros não lhes achou piada alguma. Achou caro, até. Eu não. Mesmo assim, fiz aquela minha carinha do tipo sou-moça-com-poucas-posses-faça-me-lá-uma-atençãozinha. E o senhor fez uma proposta: setenta e cinco euros pelos dois. Negócio fechado. Trouxe os piquenos para casa e deixei-os na garagem, à espera da casa nova estar pronta para serem lá colocados.
 
Voltando ao tal blogue, à tal foto, ao tal candeeiro (estão a seguir o meu raciocínio? estão pois). Aquele candeeiro era igual aos meus. Tinha a certeza. Depois pensei melhor. Caí na real e disse cá para comigo, não, não podem ser os mesmos, isto é a casa de um designer, com peças que - topa-se logo - devem custar caro para chuchu, não iria ter um candeeiro que, a mim, me custou a módica quantia de trinta e sete euros e cinquenta cêntimos. Fui logo à garagem analisar a caixa do candeeiro, a ver se indicava a marca ou outra informação qualquer.
Modelo CARAVAGGIO P2, Designer Cecilie Manz. Era o que lá dizia.
Ide pesquisar, minha gente!
Eu cá fiquei de boca aberta. Mesmo.



Já não consigo encontrar a tal foto que referi, nem tão-pouco me lembro do blogue onde a vi. Tive de ir buscar outra foto à net. Os candeeiros são estes.

sábado, 30 de março de 2013

Ontem, ao almoço, foi assim


Creme de cenoura com feijão verde e tomate;
Polvo no forno a baixa temperatura em vinho tinto Baga, batata esmagada e miga de grelos;
Bolo de chocolate húmido com morangos, molho de laranja e manjericão.


 



Não sei não. Mas palpita-me que me habituaria a este tipo de repasto diário com alguma facilidade. É que era num instantinho.
 
 
 

 
 
 
nota: uma pessoa tem de dar uma de chique de vez em quando. Porque gente do povo também merece.
nota 2: Ah! e já agora, uma óptima Páscoa para a malta toda. Sim, porque santa, só mesmo a catrefada de chocolates que me vem parar ao dente.

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

Porque (como já disse e repito)...


... a Mam'Zelle é do povo, hoje foi assim:



nota: quem disse sabia mesmo. Efectivamente, temos internet à borlix. O tempo, para aqui vir, é que tem sido muito pouco. Não me posso queixar, é bom sinal.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

Eu e Ele # 9 ou a Punheta de Bacalhau


Este post foi escrito no dia três de Julho deste ano. Ficou perdido, esquecido, nos rascunhos. Por causa de um comentário do hsb a este post de ontem, lembrei-me dele. Lembrei-me do post, testemunha da minha descoberta, há três meses atrás (pois é, malta, uma mulher feita que só há 3 meses soube da existência de tal coisa), de uma das iguarias da cozinha portuguesa. Como combinado, fui resgatá-lo. Aqui está ele.
 


Estamos na conversa. De repente, lembro-me que ainda não mudei a água do bacalhau para o almoço.
Eu - já volto, esqueci-me de mudar a água ao bacalhau.
Vou à cozinha, tiro a água do bacalhau. Volto a por água no bacalhau. Regresso para a conversa.
Ele - já?
Eu - claro, só fui mudar a água ao bacalhau, não fui propriamente tocar o bicho ao dito cujo! (desculpem a expressão, até não sou nada de dizer este tipo de coisas, mas saiu-me. O que se há de fazer.)
Ele (muito sério) - por falar nisso, até não era nada mau, se fizesses Punheta... de Bacalhau.
Eu - ... ?
Ele (com ar de sabichão) - lá está, a menina sabe tudo mas não conhece a Punheta de Bacalhau. Vai ver à internet, de certeza que encontras por lá a receita.




E eu, menina bem mandada, fui averiguar a coisa. E não é que ele tinha razão? Apareceram-me logo umas quantas receitas do bom do pitéu.
Pois, eu sou do povo, mas não posso saber tudo, certo?
 

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Quinze pontos na alma

Há 15 dias, passei pelos corredores da AAC para ir tomar café à Esplanada. Numa das paredes, deparei-me com um cartaz a publicitar a projecção do filme Quinze pontos na alma, no Auditório, dia 30, às 22h00. Encaixei logo estas informações na cabecita. Já aqui disse e não me canso de repetir, eu sou do povo. E, nesta qualidade, aproveito tudo o que é à borla. Nos últimos anos, não tenho aproveitado tanto estas iniciativas por, raramente, andar pelos lados da Universidade.
Ontem, lá fui, então, ver o dito filme. Não fiquei agradavelmente surpreendida, mas também não saí de lá arrependida. É um filme que se vê bem. O argumento em si é interessante, mas, para mim, nem sempre foi bem aproveitado. Um pouco paradito para o meu gosto, como, aliás, a maioria dos filmes portugueses. As personagens não são suficientemente aproveitadas, não apresentam grande densidade. Depois, não sou fã da actriz principal, a Rita Loureiro. Se fosse eu a escolher, preferia a Dalila Carmo ou, até, a Ana Moreira que também entram no filme, com papéis secundários (e, mais uma vez repito, subaproveitadas).


Deu, apesar de tudo, para retirar algumas réplicas interessantes. Havia mais, mas não é nada fácil tentar escrever no escurinho do cinema. Aqui vai:
O silêncio é muito mais ruidoso do que uma boa gargalhada.
A vaidade é viciante.
A ironia assenta-lhe melhor que o cabelo apanhado.
Adoro esta última afirmação. Até porque poderia muito bem ser-me dirigida. Fico mesmo horrível de cabelo apanhado...
Depois, houve um diálogo super interessante e com deixas muito certeiras, entre a Rita Loureiro e a Dalila Carmo. Acaba com a Dalila a dar uma bela de uma estalada à Rita. Gostaria de ter tomado nota, mas não deu mesmo.

Deu também para confirmar algumas realidades incontestáveis desta vida (eu sei que é só um filme, mas mesmo assim...):
  • As mulheres adúlteras têm sempre um corninho manso (como tão bem dizia a minha avó) a servir-lhe de marido.
  • A mulher que trabalha, que ama e não concebe a sua vida sem o marido e que até prepara jantares para os amigos, muito provavelmente é traída com uma das ditas amigas que não falta, por nada deste mundo, às ditas jantaradas.
  • O marido da mulher traída (o grande-filho-da-p***-fora-a-mãe-que-não-tem-culpa, portanto) não tem nem um tico de peso na consciência. Sabe perfeitamente que a mulher nunca o vai largar, mesmo descobrindo as cambalhotas extra que ele vai dando por aí.


No Auditório, informaram que haverá, no próximo mês, a projecção de mais filmes. Chamaram a minha atenção Ganhar a vida, de João Canijo e América, de João Nuno Pinto. Alguém viu? Vale a pena?

domingo, 27 de maio de 2012

A Eurovisão da Canção, porque eu sou do povo

Albânia - Roupa e penteado medonhos. Então aquela trancinha colada ao pescoço, quase que me deu pesadelos de noite. Mas o pior foi o resto. A moça fartou-se de gritar a plenos pulmões, como se tivesse a pior dor de dentes de todos os tempos. Mas ninguém lhe explicou que estava na Eurovisão da CANÇÃO?
Lituânia - O lambidito do moço apareceu com os olhos vendados por uma faixa de tecido bem piroso, cheio de brilhantezinhos. Cantou uma grande parte da música naquela figura. Mas tem uma explicação lógica e muito válida: o título da música era "Love is blind"...
Rússia - só o nome do grupo já dá para sorrir: Buranovskiye Babushki. Aquelas piquenas Poupées Russes foram a animação da noite. Não cantavam todas ao mesmo ritmo, desafinavam que se farta e algumas nem a letra sabiam. Mas a média de idades era 70 anos, por isso não há critica possível.

Depois desta brilhante introdução, passo a explicar-me.
Eu sei que o que está in é ver e comentar os globos de ouro. Sobre este assunto, já me sentenciei num post anterior, sendo assim nada a acrescentar.
Eu bem sei que a Eurovisão já não vive os gloriosos dias do passado. Passado esse que também vivi, ainda pequena. Quando, ainda em casa dos meus pais, todos se sentavam no sofá e ninguém perdia pitada do programa do ano. Ver a Eurovisão da Canção é coisa de broncos, bregas, azeiteiros, azeitolas e mais outras tantas coisas. É foleiro, piroso, de mau gosto e tudo e tudo. Pois bem, eu talvez seja isso tudo. Mas, essencialmente e como já referi por aqui, sou do povo. Nada a fazer... E mesmo se todos os anos me arrependo de ter visto - porque as músicas são fracas, porque as pontuações são de rir, porque todos os anos mudam as músicas mas não muda a maioria dos votos atribuídos por cada país aos seus vizinhos mais próximos, por tudo e mais alguma coisa - não consigo passar a noite da Eurovisão da Canção sem ver a Eurovisão da Canção. Parece que volto a ser a criancinha que, sentada no meio da avó e da irmã mais velha, sonha com tantos nomes de países, com tantas paisagens a desfilarem no ecrã, com tanta cor, tanto vestido bonito (isso era há uns 25 anos atrás, sublinho), tanta canção em tanta língua diferente que não se entende, mas que se imagina, pelo andamento da música, a história que conta.

Mas não é que, este ano, até vi sem qualquer custo e, pasmem-se, até gostei. Tirando as músicas para pré-adolescentes, uma ou outra aprendiz de Céline Dion, um ou outro sósia do Ken, uns extra-terrestres gays em versão dupla (mas com uns rabos de fazer inveja a muita gaja) e aquelas músicas que não são nem carne nem peixe (as chamadas músicas de elevador), foram várias as  músicas que ouvi sem esforço.

Gostei porque me senti na discoteca (com a vantagem de não levar com o fumo e o cheiro a cigarro, os encontrões e a falta de ar) ao ouvir países como a Irlanda, a Ucrânia, a Noruega, o Chipre, a França, a Grécia, Malta e outras que já me esqueci. Larguei o sofá e fartei-me de dançar, exibindo-me em cima da mesita que está à frente da televisão. Pela primeira vez, desde há muitos anos, até ganhou a minha música preferida: a da Suécia, "Euphoria" de Loreen. Gostei da música, é um facto. Mas não posso deixar de falar da coreografia da moça sueca. Aquilo era uma mistura de ioga, com body balance, karaté e uma espécie de ataque de epilepsia à mistura. Acreditem, fiquei preocupada com a rapariga...



Eu bem queria colocar aqui o vídeo da vencedora, mas também é uma das inúmeras coisas que ainda não consigo fazer por aqui. Fica o link da música: