sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

Porque os putos são o melhor desta vida* #3


(encontrado por essa internet fora)



* e porque há uma alminha que se diz farta de só se ver a minha 'garota' por aqui.

Saudadinhas dos dias de sol que aquecem o corpo e a alma (e o coração, para aqueles que o têm)?



Também eu.

No entanto, alguém me ouviu a fazer queixinhas?
Alguém me viu a choramingar pelos cantos?
Ah pois.
Bem me parecia 

Era mesmo só isto.
Fui.





nota: agora que volto a ler o título, assim ao de longe, pergunto-me se, para além de coração, toda a gente tem alma. melhor é nem pensar nisso. que, a mim, as perguntas difíceis moem-me o juízo. e não só.


Agora sim, fui mesmo.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Sim, sou desse tipo de pessoas, mesmo #7


que tem um medo danado de estragar as coisas.

Desde muito pequena. Desde sempre.
Ofereciam-me um qualquer brinquedo e eu demorava dias e dias antes de começar a brincar, de facto, com ele. Passava esses dias e dias, primeiro a olhar para ele. Depois, a abrir a caixa com todo o cuidado. Finalmente, a manuseá-lo com alguma apreensão. Sempre com aquele receio de o estragar. Sempre com aquele medo de fazer com que ele deixasse de ser tão bonito, sem defeitos. Tão 'perfeito'. Por vezes, passavam-se meses, antes de eu me aventurar na descoberta. Muitas vezes, o brinquedo já tinha deixado de ter qualquer tipo de interesse para uma criança da minha idade quando, efectivamente, perdia o receio de brincar com ele. Acabava, assim, por não o aproveitar no momento certo.
Com o passar dos anos, deixaram de me dar brinquedos. Passou a ser com outra prenda qualquer. Não é necessário que seja algo muito valioso. É que se fosse, até se poderia entender esta minha mania. Mas não. Basta ser algo que me tenha sido oferecido. Basta que seja algo que passe a ser meu. Por exemplo, sempre demorei dias antes de tirar aquela película transparente do vidro dos relógios ou do ecrã dos telemóveis. Sim, é verdade, também me oferecem relógios e telemóveis. Aliás, para ser mais exacta, nunca comprei nenhum. Nem de um, nem de outro.

Essa dificuldade em aproveitar em pleno o que me é oferecido continua até hoje. Por acaso, tenho um exemplo bem recente. No dia dos meus anos, recebi uma máquina fotográfica toda XPTO. Pelo menos, para mim, assim o é. Já que a minha outra máquina é velhinha velhinha e é do mais básico que possa haver (também ela oferecida). Pois bem, recebi a máquina há mais de três semanas e ainda nem sequer retirei a tampa que tapa a objectiva. Quando a recebi, abri a caixa, com todo o cuidado do mundo. E peguei nela, com algum receio, enquanto agradecia a oferta. Mas, segundos depois, voltei a colocá-la, delicadamente, na sua caixa. Li o manual, assim na diagonal. Até porque não percebo patavina daquilo que lá vem escrito. Mas nada de mexer na máquina. Nada. 
A pessoa, que me ofereceu a dita máquina, está farta de perguntar se já peguei nela, se já me entendo com ela, se já tirei muitas fotos fixes com ela. E, eu, limito-me a responder que não. Não, a todas as perguntas. A pessoa acha estranho. E eu dou a desculpa de que veio sem cartão de memória. Mas pode-se usar/manusear a máquina, mesmo sem cartão, para nos podermos familiarizar com ela, dizem as pessoas. Está bem, mas prefiro ter tudo em ordem antes de me aventurar, respondo eu. 
Andei a adiar a compra do raio do cartão. Anteontem, levaram-me até à Worten, para eu o poder comprar. Está aqui. Mesmo à minha beira, o cartão de memória, ainda na sua embalagem. Intacta. Ao lado, está a caixa com a máquina fotográfica. Intacta.

Hoje de manhã, olhando para o cartão de memória na sua embalagem intacta e para a máquina fotográfica na sua caixa também ela intacta que estão aqui na mesa, à beira do computador, pus-me a pensar. Lembrei-me desta minha mania parva. E pus-me a pensar nas pessoas. Nas pessoas que passaram pela minha vida. Naquelas que já não fazem parte dela. Naquelas que, de uma maneira ou de outra, ainda nela permanecem. Naquelas que chegaram há pouco e que, parece-me, estão prestes a dar de frosques. Pensei nessas pessoas todas. Numas mais. Noutras menos. Pensei mais nas últimas. Numa das últimas em particular, sem dúvida. Percebi que, talvez, sem dar por ela, sempre tive essa mania parva não só com objectos que me eram oferecidos, mas também com pessoas que a vida me vai oferecendo. 
Percebi que, talvez, nunca deixe de ter essa mania com objectos. Agora, de uma coisa tenho eu a certeza. Não a quero ter mais com certas pessoas que a vida me 'ofereceu'. Com as últimas pessoas. Com uma dessas pessoas em particular. sim, és tu. parvo-convencido-susceptível-e-casmurro(nos dois sentidos da palavra)-como-o-raio.

E eu, claro, não achei graça. (em jeito de conclusão, descansem)


Até mesmo quando ela se fez de inocente e me ofereceu - como se nada fosse - os lenços que destruiu, não desfiz a cara séria.



 Foi então que decidiu mudar de estratégia. Levantou-se. Correu para mim, toda ela sorrisos,



e estendeu-me estas suas mãozitas pequenitas a pedir o nosso abraço. 
Aquele tal abraço ao qual não consigo resistir. 
E ela sabe tão bem disso, a espertinha.





Bolachita 1 - 0 Mam'Zelle





nota: e não, a Mam'Zelle não é patrocinada por esta - nem por outra - marca de lenços de papel. mas até que me dava um certo jeito, confesso.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

E aqui fica a resposta*. Em imagens. Tão mais faladoras do que qualquer paleio que se diga.





Deu para a malta ficar com uma ideia. Não deu? Pronto.




* a resposta ao porquê daquela cara-de-caso da Bolachita.

Das duas uma (aviso já que nenhuma é boa)


Ou sou eu que sou uma gaja de muito pouca sorte. Ou, então, esta coisa dos testes é uma grandessíssima treta. 
Ou será que as duas estão certas?
Estou tramada. Essa é que é essa.



Peter Pan? A sério? É que qualquer uma das outras opções possíveis seria bem mais interessante. Qualquer uma delas. Mesmo. pfffffff...





nota: e, pelos vistos, não sou a única a achar o perfil de Peter Pan uma verdadeira caca. ora atentem nas palavras da introdução ao suposto teste. sim, aquelas que estão mesmo ao lado da foto pirosa (logo aqui, só pelo estilo da foto, devia ter desistido do raio do teste). repararam que mencionam todos os outros perfis? todos menos o do maldito Peter Pan. Ah pois.
tramadérrima...

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Lembram-se da cara de caso* (aquela com que se fica quando se fez algo de errado e se tem perfeita noção disso mesmo) da Bolachita?


Deixei-a uns dez minutitos, se tanto, sozinha na sala.




(to be continued...)




* para os mais desatentos, a carita-de-caso pode ver-se aqui.

Esclarecimentos necessários para o bem comum #13 ou Parece que a 'culpa', afinal, é do signo






nota: atenção, isto nada tem a ver com teimosia. uma pessoa teimosa é aquela que quer ter sempre razão, mesmo quando está redondamente errada/enganada. eu cá só insisto quando, efectivamente, tenho razão. Agora, a culpa já não é minha se, de facto, tenho razão inúmeras vezes. e só não digo 'sempre' para não ferir susceptibilidades...

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Só não aguei porque sou uma menina crescida


e desenrascada.



É que gulosa que é gulosa consegue sempre dar a volta a qualquer imprevisto ou contratempo.
Ah pois!




nota: o que me fartei de rir ao editar as fotos, quando me deparei com aquela em que a Bolachita, de repente, ganhou uma franja nova. 
Aos meninos, há coisas que fazem com que lhes cresça pêlos no peito. Às Bolachitas, há mães distraídas que fazem com que lhes cresça franjas na testa. 
E esta, hein? Desta não estava a malta à espera. Até aposto.

É no que dá, não ser a única apreciadora de coisas boas deste país


Ontem, apeteceu-me. Assim de repente. É verdade. Lembrei-me de ir lanchar à única Nutellaria do país. Quando vi a fila de espera, não fiquei lá muito satisfeita. Mas até estava preparada a fazer um pequeno esforço, para poder saborear um belo de um crepe, ou uma bela de uma gauffre (ou as duas coisas, vá) com a bendita da nutella.
Mas, parece que uma certa Bolachita não estava disposta a esperar. Até porque sabia perfeitamente que, a ela, não lhe ia calhar nada. Chamem-lhe burra...


Pois que tive de desistir da minha gulosa ideia. Pela minha sanidade mental e o bem estar dos meus ouvidos. Dos meus e dos do resto da malta que se lembrou de ir lanchar ao mesmo sítio do que eu. Quem é cívica e compreensíva e tudo e tudo? Ah pois.

domingo, 25 de janeiro de 2015

16/52


(Bolachita, com cara de caso - aquela com que se fica quando se fez algo de errado* e se tem perfeita noção disso mesmo, com 15 meses e 22 dias)





* para a semana, mostro.

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Porque os putos são o melhor desta vida* #2


(foto encontrada por essa internet fora)



* e porque há uma alminha que se diz farta de só se ver a minha 'garota' por aqui.

Sim, sou desse tipo de pessoas, mesmo #6


que mais depressa visualizam/identificam uma boca aberta com seis dentes - ou seja, um sorriso meio desdentado - do que um morcego, quando vêem o logotipo (ou lá como aquilo se chama) do Batman.




(eu sei. seu sei. este desenho não tem directamente a ver com o post. mas acho-lhe piada. muito mais do que ao 'logotipo' em questão. só por isso. daqui.)

quarta-feira, 21 de janeiro de 2015

Lá por se ser ruim e insensível não quer dizer que também se tenha de ser pobre e mal agradecida #2

Estava a aguardar a tua explicação sobre a caixa para publicar este agradecimento. Mas já percebi que não vai sair tão cedo. E, pela tua conversa, não terei vontade de agradecer depois de conhecer essa mesma explicação. Por isso, fica já despachado.
Muito obrigada. Gostei muito.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Abaixo os pinheirinhos!


Já foi decretado, por aqui, o encerramento da época natalícia. Mesmo assim, ainda andavam umas arvorezitas à solta no header do casebre.


Vamos lá desmontar a tralha e aquecer um tico com um chocolate quente. Que o frio, esse, ainda agora chegou.


domingo, 18 de janeiro de 2015

sexta-feira, 16 de janeiro de 2015

Porque os putos são o melhor desta vida* #1


(foto encontrada por essa internet fora)



* e porque há uma alminha que se diz farta de só se ver a minha 'garota' por aqui.

Porque me aflorou o pensamento



Se, de repente, me apetecesse fazer um striptease, seria ao som da música que se segue. Porque o Lenny é o Lenny e não só.










nota: é claro que, quando se fala em strip, se pensa logo no You can leave your hat on do Joe Cocker.
Mas, verdade seja dita, uma pessoa não tem como rivalizar com a Kim Basinger, essencialmente porque não temos um Mickey Rourke e o seu charme inspirador a desafiar-nos. Óbvio.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Porque o que eu gosto mesmo é de comer. Ponto.


Falei, há tempos (há quase um ano. isto do tempo é de loucos), da Empadaria do Chef. Provei quando fui ao Porto e gostei muito. Na altura, até lamentei não haver em Coimbra. Pois bem. Continua a não haver por cá nada disso. No entanto, abriu no final do ano passado, aqui no Coimbrashopping, o Bitoque no Ponto. Não tem nada a ver, mas até tem. O conceito é parecido, a decoração do espaço também e a comida, para comida de centro comercial, é muito boa. Pelo menos, eu, que não resisti em lá ir logo no dia a seguir à abertura, gostei muito.

(com molho à antiga portuguesa, bolo do caco, ovo estrelado e salada de rúcula)

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Bonjour, mon amour*





* são as primeiras palavras que lhe digo, todas as manhãs, enquanto ela - ainda meio a dormir - me estende as mãozitas à espera do nosso abraço prolongado e do ritual de brincadeiras que se segue.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Admite lá. Vá. II/II (especial não-sou-de-ficar-a-dever-nada-a-ninguém*)


(idem aspas, parvalhão.)



* porque, ao que parece, falhei um dia na semana de 'comemoração' daquela espécie de aniversário. 
(só porque determinada pessoa ficou cheiinha de inveja por eu ter tido a brilhante ideia de prolongar a comemoração do primeiro aniversário da Bolachita por uma semana inteirinha)

Admite lá. Vá. I/II (especial não-sou-de-ficar-a-dever-nada-a-ninguém*)


(antes que abras essa tua boca para dizer merde, convencida é a tua única tia. ponto.)


* porque, pelos vistos, falhei um dia na semana de 'comemoração' daquela espécie de aniversário
(só porque determinada pessoa ficou cheiinha de inveja por eu ter tido a brilhante ideia de prolongar a comemoração do primeiro aniversário da Bolachita por uma semana inteirinha)

domingo, 11 de janeiro de 2015

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Eu tentei. Juro que sim.


Mas não consigo gostar daqueles blogues And they live happily ever after.
É como aqueles livros de auto ajuda que vendem milhares de exemplares e conseguem dezenas de reedições. Não gosto nem consigo entender que haja quem goste. E depois fico intrigada. Pudera.
Não é não querer que as pessoas tenham vidas perfeitas. Não é não querer que as bloggers em causa sejam as melhores cozinheiras do mundo. Não é não querer que tenham a actividade (pois que essa gente não tem um trabalho, tem uma 'actividade') mais enriquecedora e desafiante de todos os tempos. Não é não querer que tenham os filhos mais perfeitos do mundo e os maridos mais amorosos do universo. Não é não querer que vivam na casa mais luminosa, acolhedora, cheirosa, bem decorada e branca de todas as casas. Não é nada disso. Estou-me nas tintas para o que as outras pessoas têm ou deixam de ter. Não tenho inveja nem da boa (que isso não existe. não vale a pena saírem-se com essa) nem da má. Só não consigo achar piada a esses blogues. Ponto. Tudo me parece artificial. Tudo me parece too much. Tudo me parece limpinho, bonitinho, calminho demais. A bem dizer, aborrecidinho demais. É isso. Chato que não se aguenta.
Leio uma ou duas linhas e fico num tédio horroroso. Obrigo-me a ler mais uma e outra (uma pessoa quer tentar perceber o sucesso da coisa) e aquela sensação de corante químico aumenta. Vejo as fotos - regra geral retiradas de blogues e sites estrangeiros - usadas para ilustrar a descrição de cada divisão perfeita dos seus lares e só me apetece devorar esses outros blogues e sites. Porque lá  mostra-se beleza, equilíbrio, alma, sem a tentativa de quem publica de se apoderar dessas imagens. Estão ali para inspirar, fazer sonhar ou simplesmente para serem vistas e apreciadas enquanto imagens.
E é o que eu faço, quando tenho tempo e disposição para isso. Escapar para esses outros lugares que fazem sonhar, sem tentarem vender a ideia de que o que eles vivem é que é um sonho. E até pode ter a sua graça, sonhar-se um tico, quando uma pessoa não se sente enganada.





nota: este post foi escrito há uns mesitos, quando ainda andava entusiasmada com a casa nova. neste momento não consigo nem sequer pensar em decoração. estou para ver se, antes do fim do ano, a situação se resolve. tenho as minhas dúvidas. mas vamos lá ter um tico de fé, não custa nada. agora, a minha opinião sobre os blogues enfadonhamente fofinhos mantem-se. é que é tal e qual.

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

A Mam'Zelle bem tentou que a Bolachita desejasse um BOM ANO à malta


É que já lá vai uma semana, desde que o novo ano entrou. E não quero, de todo, que fiquem a pensar que me esqueci da malta. 
A cena é a seguinte. Parece que a Bolachita tem vontade própria. Melhor dizendo - que eu cá não sou de usar paninhos quentes - parece que a Bolachita é uma teimosa de primeira. Assim é que é. Vai na volta, não quer nem por nada estar com esta bandolete super hiper mega hipster na cabeça. 
Fazer o quê...

Por que raio teve de me calhar uma mãe que só me faz passar vergonhas? 
Porquê? 
Porquêêêêêêêêêêêêêêê?!! 
Será karma?




nota: e, sim, também dava para aquela ceno do 'Sou uma mãe desnaturada'. na boa.

Já cá canta mais um. Essa é que é essa*.








* e o resto é 'só' conversa.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Pensavam que me tinha esquecido da Sra. Dra. Anestesista?


Pois que pensaram muito mal. Não me esqueci. Tanto que vou falar dela mais uma vez. Neste post. Agora mesmo. Ah pois.

É verdade, prometi, há uns tempitos atrás, que ainda não estava tudo dito acerca da Sra. Dra. Anestesista que tratou da epidural no dia em que a Bolachita nasceu. Adiantei até que o assunto abordado teria a ver com as primeiras palavras que comigo trocou. E, como sou gaja de uma só palavra, aqui vai.

Estava eu deitadita na maca, há espera que a hora de almoço terminasse e que se lembrassem - finalmente - de mim para irmos ao que realmente interessava: pôr a Bolachita cá fora. Estava eu sossegadita e bastante (demasiado?) zen, tendo em conta as circunstâncias, mas mortinha por ter nos braços quem, nos últimos meses, tinha feito um verdadeiro reboliço dentro de mim, literalmente e não só. 
De repente, entra a Sra. Dra. Anestesista. Olho para ela, pronta a responder à sua suposta saudação com outra igual ou parecida. Mas rapidamente percebi que a mal-educada não estava para simpatiquices.
- Ai, que carinha tão jovem!, lançou ela com um tom repreendedor, parecido com o da minha mãe quando, em miúda, fazia algo que não devia*.
- Mas olhe que não sou assim tão jovem, respondi, já antevendo a pergunta seguinte e o ar de surpresa que iria provocar com a minha resposta, dentro de poucos segundos.
- Ai não? Então quantos anos tem, diga-me lá, continuou a Sra. Dra. Anestesista, num suspiro de aborrecimento que mais parecia querer dizer: olhem-me esta meia-leca a achar que já é crescida. mais uma a lixar-me a paciência.
Esperei uns segundinhos. Gosto daquele momento que antecede a estupefacção. [Continuo sem perceber se as pessoas que não me dão ('não me davam', melhor dizendo, que elas não matam mas moem e o último ano não tem sido nada fácil) a minha idade têm problemas de visão ou de discernimento*. Mas a verdade é que, seja qual for a razão, dá-me um certo gozo. Não o posso negar.]
- Tenho trinta e cinco, acabo por revelar.
- Não?!, reage a Sra. Dra. como se eu lhe tivesse confessado o mais bárbaro crime de toda a humanidade.


Agora. Parece que até consigo ver a malta toda, frente ao seu computador ou outra modernice qualquer que anda por aí, a questionar com toda a legitimidade, mas por que raio se lembrou ela agora de contar este episódio irrelevante da sua vidinha insignificante? 
Muito simples. 'Celebro' hoje aquele dia do ano que, para qualquer pessoa minimamente consciente da realidade das coisas, deixa de ter tanta piada passada a barreira dos trinta. Sendo assim, e porque passei essa barreira faz anos, até que sabe bem relembrar um episódio onde essa realidade das coisas foi posta em causa, mesmo que por breves instantes, numa conversa de chacha entre uma grávida quase a parir e a anestesista que, por falta de sorte, lhe calhou na rifa.
Pronto. É isso.



* o que acontecia muito de longe a longe, diga-se. raríssimas vezes, mesmo.
* pensando melhor - e relembrando o tempo que demorou a encontrar o sítio certo para espetar a porra da agulha - só pode ser cegueta, o raio da mulher.

Sim, sou desse tipo de pessoas, mesmo #5


Por mais que me ponham à vontade e até me incentivem a fazê-lo, não consigo rasgar à maluca* os embrulhos das prendas que me oferecem. É mais forte do que eu. Tenho de tentar descolar, com toda a paciência do mundo (que não tenho, mas que vou buscar, sabe-se lá onde, só mesmo nestas situações), cada pedacito de fita-cola. O objectivo primeiro é estragar o papel o menos possível. Se tiver uma tesoura ou uma faca por perto tanto melhor. Que a coisa fica mais perfeitinha.
A prenda em si, essa, pode esperar. Até porque, em princípio, não foge.


* sim, sou muito atinadinha no que ao desenrolar de presentes diz respeito.

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Declaro a época do Jingle Bells - e outras piroseiras - oficialmente encerrada



Thank god!




nota: admito e até aceito que se possa prolongar a coisa até dia de Reis. mas, a partir de hoje, não há mais como justificar o eterno esticar das festividades natalícias. desmontem lá esses pinheirinhos, vá.

Tra la la la la la lalère!


Comptine J'aime la galette

Feliz dia de REIS!
(dica de amiga: se for com galettes des rois, torna-se ainda mais feliz.)



nota: para aquela malta que ficou apaixonada pela minha coroa. fui eu que a fiz. admirados? entendo perfeitamente. é que não se nota nada, de tão perfeitinha e lindona que ficou. 
para poderem ter uma igualzinha, basta arranjarem *um rolo de papel higiénico vazio *uns papelitos de Ferrero Rocher depois de terem comido os chocolatitos *um pedaço de fita ou renda *uma tesoura *cola *um tico de jeito e bom gosto (estes pormenores são indispensáveis, atenção. ah pois).  
devo acrescentar que, contrariamente à dona, não é fotogénica, a minha coroa. é que ela é muito mais impressionante ao vivo. muito mesmo. muito muito mais.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

Querem saber qual o cúmulo da esperteza?



É surripiar, sem ser apanhada, o casaco e as luvas à sobrinha e enfrentar o frio de modo super hiper mega fashion.

Ah bein ouais, quoi.*





* em bom português: Ah pois.