sexta-feira, 8 de junho de 2018

Que tal esclarecerem-me, hein? #16


Curiosa qb, fui ver qual o meu post mais lido de sempre.
Para ser sincera, não foi curiosidade à toa, assim do nada, que até me considero uma gaja muito pouco dada à curiosidade gratuita. [Mas o que é isso da curiosidade gratuita, interessantíssima Mam'Zelle? - um dia explico. hoje não dá.] Tinha um propósito, essa busca. Essa procura foi intencional. Agora, fiquei foi surpreendida com o resultado dessa pesquisa.

O meu post mais visto de sempre é este aqui: A prova provada que ainda não desapareci



Ora, não consigo perceber porquê.
Não faço referência a nenhum blogue de sucesso.
Não falo de nenhuma figura pública de renome.
Estranho.
Só se for por causa daquela marca de roupa que menciono.

Será que alguma alminha tem uma outra teoria pertinente sobre o assunto?
Digam lá qualquer coisa, vá. Isso das caixas de comentários vazias é uma coisa tão triste de se ver.




nota: agora, já está quase a chegar às trinta e sete mil visualizações. é que este post foi escrito há nove meses atrás. yep, estava em banho maria, nos rascunhos, como continuam a estar outros cento e sessenta. o certo é que a dúvida mantém-se.

quarta-feira, 6 de junho de 2018

Apontá-los aqui, para não deixar que, um dia, me escapem da memória #1

Uma manhã qualquer.
Tu, na cozinha. Com ela ao colo. Sentado no banco azul do Ikea que é teu, desde quase sempre. Virado para a banca onde fica a placa de indução.
Eu, na sala. Na ombreira da porta que dá para a cozinha. Essa mesma cozinha onde ela se encontra, nos teus braços. A tua mão direita a segurar desajeitadamente no biberão que lhe dás à boca. 
Foi no meio deste cenário, quase improvável (não faço a mais pálida ideia da razão pela qual não estava eu a dar-lhe o leite, naquela manhã específica), que nasceu o beijo mais instintivo e, simultaneamente, mais contido que já presenciei. 
Um silêncio pesado no ar, depois daquela demonstração de afecto.
Um sorriso espontâneo nos meus lábios, nascido naquele silêncio revelador.
Não podias voltar atrás, mesmo querendo.
Não querias voltar atrás, mesmo teimando em acreditar que sim.
Ficaste ligado a ela na ternura daquele gesto.
Tal e qual como já estavas ligado a mim, na vivência do nosso amor.
Para sempre.




[três de Junho de dois mil e dezasseis]

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Prece presa prosa

Rogo às trevas que me deixem encostar à
berma do fogo que de ti se evola, porque,
tocar-te, seria - ultrajosamente - pedir demais.

quarta-feira, 16 de maio de 2018

"Viens ici."

Pedires-me. Agora. Neste instante. Baixinho. Como costumavas fazer.
Era o que eu queria.
Encostar-me-ia a ti. Ainda mais do que de costume. Porque, mesmo achando sempre impossível aproximar-me mais, tu nunca ficavas satisfeito.
Querias-me mais perto. Ainda mais. A ver se conseguias desfazer a birra, o amuo, ou simplesmente a tristeza que me habitava. E conseguias. 
Quase sempre.

Por isso estar a precisar que mo peças. Agora.
Para enxotar definitivamente esta tristeza que não me larga, que me desola, que não descola do meu ser.
A tristeza que colocaste nos meus ombros e que se foi entranhando pela pele adentro. Ensopando o meu corpo inteiro. Pior que nos dias de chuva, quando teimo em sair de casa sem chapéu. Pior porque a água da chuva seca-se num instante à beira de uma lareira ou simplesmente trocando a roupa molhada por outra enxuta. Agora, a tristeza, não se deixa levar tão facilmente. É mais invasora. É mais pegajosa. É tão perigosa que me assusta, mais do que me machuca.

Daria meio pacote das bolachas italianas que me trouxeste - daquelas que precisam de ser colocadas uns minutos no frigorífico e ficarem, assim, ainda mais saborosas - para te ouvir pronunciar, num francês que só tu dominas, aquelas duas palavras.
- Viens ici.
Comprometer-me-ia a dar o pacote inteiro se, ao chegar-me a ti num abraço mais que apertado como só tu me sabes dar, me livrasse da tristeza de vez.
Aquela que me assola,
essa mesma que não descola
e me deixa assim.


(trinta de Outubro de dois mil e dezassete)

terça-feira, 15 de maio de 2018

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Esclarecimentos necessários para o bem comum #26 ou Eu sou assim E assado


Informaram-me - de forma extremamente elegante, atenção - que este meu casebre já não é o que era.
Indo directa ao assunto, contrariando propositadamente os rodeios infinitos usados por quem me chamou à atenção, a Mam'Zelle já não é a mesma. Ou seja, euzinha, que agora vos escrevo, deixei de ser o que, outrora, fui.
Pois bem. Depois de umas míseras fracções de segundo em que fiquei estupefacta e preocupadíssima com esta minha condição de fraude humana, retomei a compostura e pus-me a pensar no assunto. Relevante, não haja dúvida.

Ao que parece, a antiga Mam'Zelle (sim, eu) era muito mais divertida. Muito mais criativa. Muito mais engraçada. Ou seja, pelos vistos, deixei-me de ser a palhacita que sempre fui e que sempre reivindiquei ser.
Ao que parece, a nova (enfim, a mais recente, que de nova já tenho pouco) Mam'Zelle é muito mais sedutora, muito mais ousada, muito mais virada para a sensualidade. Muito mais hot.

Ora vamos lá ver se nos entendemos. Eu nunca fui menina de coro, nem freira de convento, nem nada que se pareça. Também não sou nenhuma depravada, nem tarada sexual (quoi que...).
Sou a mesma Mam'Zelle que criou, sem perceber muito bem como, este Miúda há seis anos atrás, só que com mais meia dúzia de anos em cima (óbvio). Não sou, no entanto, menos palhacita por causa disso. Também não passei a ser mais... nem sei bem como qualificar a outra parte devidamente ou sem correr o risco de cair na vulgaridade. 
É possível que, de há uns tempos para cá, tenha publicado mais textos/fotos que possam ser vistos/qualificados de "sensuais", mas, temos de convir, este adjectivo deve ser usado com muitas muuuuuuuuitas aspas. Posso não dedicar tanto tempo de antena à minha parvoíce. Até porque é um direito que me assiste. E, verdade seja dita, já a exploro de sobra na minha vida real. Mas estas duas facetas da Mam'Zelle sempre existiram. Enfim, uma delas, só depois da idade adulta, como é natural. Podia era, no início, sentir-me mais inibida para postar certas coisas. Não vou negar, de facto, que me estou cada vez mais nas tintas para a ideia que possa vir a transmitir da minha pessoa. Mesmo nunca me tendo importado muito com isso.

Para resumir e concluir, no fundo, sou igual. Igualzinha. E, a meu ver, este espaço não está assim tão diferente. Pronto. E assunto encerrado.
Encerrado da minha parte. Porque, como é óbvio, a malta pode - e deve - pronunciar-se sobre o assunto, se assim o desejar.




nota: as palavras que estão em itálico não são minhas, foram descaradamente transcritas do mail que me enviaram e que está na origem deste post.

terça-feira, 8 de maio de 2018

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Vejam lá se aprendem, que eu cá não duro sempre







nota: é caso para dizer que esta cena deve estar certa mesmo. é que, por um lado, detesto, desde sempre, beijos na testa. e, por outro, não é segredo para ninguém que a Mam'Zelle não é fofinha. Muito menos passa a ser fofinha em contacto com alguém. era o que faltava.

sexta-feira, 4 de maio de 2018

Porque os putos são o melhor desta vida* #73


(imagem encontrada por esta internet fora)





* e porque há uma alminha que se diz farta de só se ver a minha 'garota' por aqui. [pelo menos é o que dizia há uns três anos atrás.]

nota: engraçado, fiquei com uma certa nostalgia dos tempos em que esta espécie-de-rubrica era obrigatória antes de chegar o fim-de-semana. saudades do que sentia, naquela época, ao escolher, meticulosamente, cada foto.

quarta-feira, 2 de maio de 2018

Até que deixe de bater por mim

- És feliz, 'Zelle?, perguntaste-me tu, enquanto a minha bochecha direita, encostada ao teu peito, sentia o viver do teu coração.

- Não sei. Nunca pensei no assunto, respondi-te.

A verdade é que não o sou, feliz.
Uma pessoa intrinsecamente realista como eu não consegue sê-lo, verdadeiramente feliz.
Consegue sentir, no entanto, a felicidade invadir-lhe o corpo e alimentar-lhe a alma em inúmeras situações.

Por exemplo, sentia-me feliz, naquele momento nosso.
O meu corpo, estendido à beira do teu no sofá da preguiça (que só activa este seu poder de me amolecer se lá estiveres comigo), sentia-se feliz quando quebraste o silêncio para me interrogar.
Senti-me ainda mais feliz ao ouvir a resposta que me deste, quando te perguntei: E tu?


Sinto-me plenamente feliz sempre que percebo que o teu coração é meu.
E os teus olhos. E as tuas mãos. E os teu lábios. E a tua língua. E o teu sexo. E a tua pele, em cada um dos seus poros.
E o teu ser. Todo ele. Por inteiro.
Incontestavelmente meu,
numa batida sem fim.



(onze de Maio de dois mil e dezasseis)

terça-feira, 24 de abril de 2018

quarta-feira, 18 de abril de 2018

E é isto #31


Ando rabugenta. 
Sim, confirmo, também poderia dizer que sou rabugenta. Mas, nos últimos dias, esta minha característica tem-se adensado um pouco mais que de costume.
Ele é este tempo de chuva e frio que me irrita sobremaneira*. Ele é a tatuagem que nunca mais é feita*. Ele é a monotonia dos dias. Ele é a vida em geral e a canseira da mesma em particular.
Ele é a grande borrada que fiz ao meu cabelo. 
Yep. Vamos lá a factos concretos. Vamos lá deixar de ser gaja-chata-que-se-queixa-de-tudo-por-nada. Vamos lá ter ovários para enfrentar a triste realidade. E dizer, a bem da verdade e com todas as letras, que esta parte do cabelo é que me está a lixar profundamente o juízo. Porque, se pensarmos bem com a cabeça toda, o estupor do tempo há-de melhorar (ai de ti, Manel, que não te ponhas fino); a tatuagem, mais mês, menos mês, lá terá de ser feita; os dias e a porra da vida lá terão de dar uma reviravolta. Agora, esta parvoíce, que se me meteu na cabeça e de lá não saiu enquanto não fiz merda da grossa, não tem solução à vista. É esperar calmamente que este cabelo ranhoso se digne crescer e esquecer o assunto de vez.

Ora vamos lá ver se a malta se lembra do desejo que partilhei AQUI no blogue, há uns tempos. 
Já clicaram no link*? Já foram lá ver? Sim. Têm de lá ir. Vá. Não custa assim tanto.
Estão de volta? Perceberam a cena? Querem mais pormenores? Sádicos que vós sois.

O cerne da questão é que, como confessei lá atrás, sempre quis ser ruiva. Nunca avancei com a ideia porque sempre achei uma tontice pintar o cabelo (com tinta permanente, que já usei daquelas que vão saindo com cinco a sete lavagens. a porra é que não dá para ficar ruiva com essas tintas, tendo em conta que a minha cor natural é castanho escuro) sem ter necessidade disso. 
Explico. A tinta permanente é para cobrir os cabelos brancos. Ponto. Aquilo lixa um pouco o cabelo todo, não me venham com tretas. Mas é um mal menor, comparando com os primeiros sinais do aproximar da velhice que são os cabelos brancos. Até aí, tudo na boa e na paz dos anjos. Ora eu, não padecendo, ainda, desse mal do passar do tempo (padeço de outros, claro está), achei por bem só realizar essa minha vontade capilar quando me surgissem os ditos.
O certo é que, com quarenta anos (sim, sim... passados três meses, ainda me custa dizer), ainda não tenho nem um à vista. Não me posso queixar, verdade seja dita. No entanto, aquela vontade de ter um cabelo à Julianne Morre nunca me saiu da mioleira.
E, pronto, o que tinha de acontecer aconteceu. Há dias, não resisti. E, logo a seguir, me arrependi.
Essa história que vem estampada na caixa - segundo a qual aquela mistela não só pinta como cuida do cabelo - é uma bela de uma treta pegada. Uma vergonha monumental, diga-se de passagem. Fiquei com o cabelo super seco. Cabelo de mulher-de-meia-idade-que-está-farta-de-o-pintar-para-tapar-as-brancas. Estão a visualizar a desgraça? E nem um ruivo em condições ficou. Antes parece um acastanhado mijado. (desculpem o palavreado pouco bonito, mas olhem que o estado do meu cabelo também está muito pouco bonito. estão os dois a condizer, portanto.) Não sei se me faço entender.

E só me apetece bater-me. 
Parar um tico, 
para ganhar forças, 
e voltar a bater-me. 
Uma e outra vez. 
Até à exaustão,
patética e total.


Uma tristeza.







* Este post foi escrito na sexta-feira passada. Entretanto, o tempo já melhorou um pouco. É um facto. Menos uma neura para gerir.

* Aquilo, ali, foi mentirinha de 1 de Abril. Já deviam estar habituados. O certo é que, pelo menos, três pessoas caíram.  Aquelas que, curiosas, se dignaram a fazer perguntas sobre o assunto.

* Não percebo. Ia jurar que tinha escrito, lá mais para o início, um post sobre futilidades, onde expressava a minha pacífica convivência com os meus defeitos fisionómicos. Confessava, porém, que se me pedissem para mudar três coisas - em jeito de três desejos à lâmpada mágica - seria o meu nariz, as minhas orelhas e o meu cabelo. Neste terceiro ponto, justamente, falava da minha vontade, desde há muito, de ter um cabelo forte e ruivo. Pois bem. Procurei, procurei. E não encontrei nada sobre o assunto. Peço, por isso, as mais sinceras desculpas. Não está escrito. Não deixa, no entanto, de ser verdade.

terça-feira, 17 de abril de 2018

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Beijo(queira) [III/III]



Para finalizar,
basta-me relembrar
que o teu
                                beijo 
                               queira
                                                                  eu ou não,
                                                                  aliciante quimera,
                                                                    é pura ilusão.


quinta-feira, 12 de abril de 2018

Hell yeah!! #81







nota: adaptação livre da expressão francesa "être sage comme une image" que, regra geral, é usada para caracterizar crianças muito bem comportadas.

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Beijo(queira) não? [II/III]


Sinto a saliva
da tua língua
vestir de desejo
os meus lábios.

E acalento
em meu íntimo
pressentimentos sábios
que desenhem em meu sono
malabarismos cósmicos.

[...]


terça-feira, 10 de abril de 2018

segunda-feira, 9 de abril de 2018

Beijo(queira não?) [I/III]

Precioso demais 
para ser desperdiçado
em duas consoantes e três vogais.
Acepipe delicioso
que se rouba
ou se dá
no calor,
candor,
de uma respiração
acelerada.
Sem intenção
não há nada.

 [...]


quinta-feira, 5 de abril de 2018

Meia dúzia, de tempo


Pois é, maltinha. O blogue fez seis anos na segunda-feira.
Para não deixar passar a data em branco, resolvi basear-me no primeiro header que criei - aquele que apareceu na blogosfera no dia 2 de Abril de 2012 e do qual, cá para mim, já ninguém se lembra - e fazer uma nova versão do mesmo. Ficou um pouco deslavado para o meu gosto, confesso. Mas o entusiasmo já não é o que era. Por isso, é dar-me um certo desconto. E pronto.

Digam, portanto, adeus ao antigo menino:




E dêem as boas-vindas ao recém-nascido:

terça-feira, 3 de abril de 2018

domingo, 1 de abril de 2018

Esclarecimentos necessários para o bem comum #25



Só para ficarem a combinar com a minha. 
Yep. Ontem, finalmente, fiz a (primeira) tatuagem.
Ficou tão fixe.
Mesmo.
E não doeu nadinha de nada.
Mesmo.

quarta-feira, 28 de março de 2018

Benquerenças e esca-dotes

Nunca gostei muito de pesquisar. Não dava para investigadora. Detective. E essas tretas.
Na faculdade, enquanto muitos pesquisavam religiosamente a bibliografia que os professores forneciam - em forma de listas intermináveis, anotadas no quadro, para os mais antigos; entregues em folha A4, para os mais modernos - no início de cada aula, eu preferia registar, meticulosamente, tudo o que saía daquelas bocas e ficar-me por aí. Os meus apontamentos sempre me bastaram para estudar antes das frequências. A minha preguiça nunca me falhou. As boas notas, nas pautas de finais de período, também não.

Nos últimos meses, tive de fazer várias pesquisas.
Ele foi tatuadores,
ele foi sofás,
ele foi poltronas,
ele foi mesas,
ele foi estores,
ele foi papéis de parede,
ele foi cadeiras de escritório.
Ele foi mais umas quantas coisas, sei eu lá agora quais, que uma pessoa não se pode lembrar de tudo. 


O que eu queria era pesquisar afectos.
Ou ser sobredotada em benquerenças.
Saber quais demonstrações de uns são mais adequadas para manter as outras, em cada imprevisto da vida.
Saber que gesto usar para ser entendida, nos vários desentendimentos que assombram os dias.
Saber que entoação colocar, no momento certo e riscar as desavenças que devoram as horas.
Queria saber o que fazer para não perder minutos preciosos com silêncios desnecessários.
Queria pesquisar comportamentos.
Saber o que dizer quando viras muro intransponível, sem ponta de frincha por onde eu possa entrar.
Cá para mim,
ainda vou ter de pesquisar escadotes.

terça-feira, 27 de março de 2018

segunda-feira, 26 de março de 2018

Uma hora, um minuto e trinta e seis segundos

Lisbeth acaba de perceber que está apaixonada por Mikael. Prestes a confessar-lhe os seus sentimentos, é, inesperadamente, interrompida.
Pelo multifaceto e talentoso Tom Ford; pela arte representativa do último James Bond; pela obra de Caravaggio; pela compilação do Duarte e Companhia que o Duarte recebeu; pelo linguajar nortenho e os pis que se perdem pelo caminho; pelo controverso litro de água de Guillermo del Toro; pela intransigência de um Bielorrusso; pela libido das ruivas naturais; pelas meias de liga e as miúdas roliças; pela correlação entre tamanhos de mama e níveis de testosterona; pela dificuldade dos homens em assumir que o tamanho importa; pelos balões vazios dos embrulhos da Chico; pelo perigo de uma toalha mal posicionada; pelos encantos da Tailândia, concentrados no corte de um fato de banho; pelo atarantar de um side boob;
pelo grau de fantasia num encantamento que se diz real.

Parece que os astros acabaram por se alinhar, naquele serão de sexta-feira.
A favor da conversa,
em detrimento da leitura.
A favor da partilha,
da gargalhada pura.

sexta-feira, 23 de março de 2018

quarta-feira, 21 de março de 2018

Prémonition ou É mais ou menos isto #10

Há mais de dois meses.
Viciada.
Visceralmente.
Na música.
No videoclipe.
Nas palavras.
Na voz.



(...) je suis attirée par le vice.
On s'assemble ensemble,
Mais peux-tu m'attendre?

 
Et quand le jour se lève, je reviens vers toi
Ce que je reconnais, ce n’est que vide en moi.
D’abus, je vis d’erreurs, tes mots comme une loi,
Comme une prémonition, on ne changera pas.

 
Nos cris font tomber
Les murs d'une vie qu'on se plaît à pousser
Les limites des corps
Ceux qui partagent nos ébats, no pensées.
(...)
[se formos um pouco imaginativos, percebemos que ela está de laranja, ele de verde. (as meias laranjas dele são um simples erro de casting.)]

terça-feira, 20 de março de 2018

segunda-feira, 19 de março de 2018

Mam'Zelle ensina #1 - Os mosquitos

são como as promessas dos homens.
É certo que os/as ouvimos.
Mas nunca os/as chegamos a ver.




nota: e não me venham para aqui dizer que isto é preconceito. e bla bla bla. o rastilho que faltava para uma guerra de géneros. e bla bla bla. e que também se pode dizer o mesmo das mulheres. e bla bla bla. e que isto é coisa de gaja ressabiada. e bla bla bla. e que com opiniões destas nunca conseguiremos a igualdade. e bla bla bla. e que isto é treta de feminista chata. e bla bla bla. e que eu devia era ficar caladinha. e bla bla bla.
Malta. Isto é uma piada. Única e simplesmente isso. Uma boa piada. Ponto.
Não sejam tão macambúzios. Para isso, já nos basta o tempo. 
E as feministas deste país. (ups...)

quarta-feira, 14 de março de 2018

E é isto #30 ou A Arte de Bem Relativizar


No fim-de-semana passado, passei-me.
Eu, que tinha tudo devidamente desenhado; desandei.
Eu, que me considerava calma; cambaleei.
Eu, que me sentia segura; serpenteei.
Eu, certa da minha escolha; escorreguei.

Tinha passado dias a fio, a estudar o código braille
Dediquei horas preciosas a dispor, com arte e engenho, no word, pontos e mais pontos, em carreirinhos. 
Não me valeu de nada.
A minha sorte é não ter esquecido por completo o que me ensinaram nas aulas de língua gestual. 
E eu sempre tive bastante jeito com as mãos.

Nunca tinha posto em causa a minha fisionomia. Sempre reivindiquei o ser franzina como um trunfo. [je suis l'as de pique, tiens-toi à carreau.] 
Mas, no fim-de-semana, desejei, por instantes, ter um antebraço menos delicado.
Não me valeu de nada.
A minha sorte é ter ombros. Este tipo de ombro peculiar. 
E tu sempre tiveste imenso jeito para o elogiar.

terça-feira, 13 de março de 2018

sexta-feira, 9 de março de 2018

quinta-feira, 8 de março de 2018

Não sou eu. Quem diz é... #4



Joseph Joubert



Il est des esprits semblables à ces miroirs convexes ou concaves 
qui représentent les objets tels qu'ils les reçoivent, 
mais qui ne les reçoivent jamais tels qu'ils sont.





Parece-me claro que as pessoas entram nessa categoria de objectos, mencionada pelo Sr. Joubert.
Quanto aos espíritos, pois que me parece que são quase todos - se não todos - a assemelharem-se aos ditos espelhos. 
E a graça do (auto)conhecimento humano, quanto a mim, reside nisso mesmo. Nessa fascinante e instigante discrepância entre o que se vê e o que é visto.