Para ser muito sincera, não sou de ler revistas. Nunca fui. Mas, desde pequena, sempre que a minha mãe trazia a Madame para casa, ficava contente. Para ser mais sincera ainda, devo dizer que não era pela revista em si. Era para ler a página dos Triplés. Como já confessei, sou fã das aventuras daqueles três irmãos. Ainda hoje, quando vou a França, tenho uma pilha de Madame à minha espera, por trás de um dos sofás da sala. Estas, foram as piquinitas que as trouxeram, quando cá vieram. Acredito que a minha mãe nunca se tenha apercebido que o que eu gosto mesmo naquela revista de umas duzentas páginas se resume a uma única. É verdade que, contrariamente há uns valentes anos atrás em que só lia aquela página, actualmente já dou uma vista de olhos à revista toda e até encontro, por vezes, um ou outro artigo interessante. Mas a minha reacção à página dos Triplés, essa, é a mesma desde sempre. Faz-me rir. E mesmo que a minha opinião sobre a revista Madame ainda venha a mudar, evoluir com os anos, acredito e espero que aquela página mantenha o seu poder. O poder de rir com vontade. Rir com aquele riso espontâneo. Riso de criança que precisa de muito pouco para rir.
Mostrar mensagens com a etiqueta vivências. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta vivências. Mostrar todas as mensagens
quinta-feira, 29 de novembro de 2012
quinta-feira, 8 de novembro de 2012
Lá pela capital
Engraçado ter estado três dias na capital e ter visto tanta gente daquela conhecida. Eu sei, eu sei, para os alfacinhas é uma coisa normalíssima. Mas, para uma menina que vive em Coimbra, não é habitual ver, ao vivo, pessoas que se costumam ver na televisão.
No Starbucks, foi a Conceição Lino. Subiu as escadas a sorrir, deu uma vista de olhos à sala toda a sorrir, sentou-se a sorrir, foi bebendo o seu café a sorrir, foi mexendo no telemóvel a sorrir. De repente, ouve um flash e vira-se, muito séria. Diria até incomodada. Era uma miúda que estava a tirar uma foto à amiga. Sorridente paranóica, foi a ideia com que fiquei da senhora.
No Inatel, foi o Pedro Bicudo. Tem tanto charme ao vivo como na televisão. E aquele sotaque não é só para dar mais estilo nas reportagens. Também o tinha, quando o vi. Estava outro jornalista bastante conhecido com ele. Mas, como não tem nem um terço do charme do outro, não me recordo do nome.
No Poison D'Amour, foi um actor que costuma fazer novelas para a SIC. Também não tem grande charme. Naturalmente, também não sei o nome dele. Estava sozinho, com um livro na mão e aqueles óculos à nerd que lhe dão logo outra pinta. Não precisou da carta, pediu logo um croissant e uma bebida qualquer. Deve ser um habitué. Não tirou nem uma vez os olhos do livro, mesmo enquanto comia. Achei um desperdício. Não consigo ler enquanto como e vice versa (como é lógico). São dois prazeres diferentes que merecem a minha total dedicação. Um de cada vez.
Nas escadas do CCB, foi o Arrumadinho. Tinha trocado a sua esposa por um cãozito bebé que levava na mão. Estava um céu cinzento, já caiam umas pingas, mas ele ia de óculos de sol daqueles da moda. Era para passar despercebido, acredito. Estive quase quase para lhe dizer que óculos de sol, quando chove, ainda chama mais a atenção, mas tive vergonha.
Numa das salas do CCB, foi a Ana Zanatti. Também estava de óculos de sol. Para passar despercebida ou para ver melhor as obras expostas. Fiquei na dúvida.
E pronto, foi isto. Tive de me dirigir à porta de saída e voltar para casa. Ficava lá mais uns diazitos, na boa. Ainda havia muito para descobrir e redescobrir, lá por Lisboa. Fica para uma próxima.
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Voltas trocadas
Então não é que estava preparadíssima para ir à manifestação do passado sábado. Estava tudo a postos. Um cartaz personalizado, com a minha mensagem para o povo. A minha inscrição no autocarro que saiu da rodoviária de Coimbra, às nove da manhã. Os ingredientes necessários, no frigorífico, para preparar o farnel. A garganta repousada para gritar, pelas ruas fora. As sapatilhas adequadas para andar a tarde toda. Enfim, estava preparadíssima, ponto.
E não é que, durante a noite, não passei muito bem? E não é que, no sábado, tive de trocar o cartaz, as sapatilhas, as sandes de salsicha e a manifestação, pelas ruas de Lisboa, pelo sofá da minha sala, uma canjinha e uns cházitos de tília e de erva-cidreira? É tudo verdade, sim senhora.
É impressão minha ou a malta da blogosfera também não deu o corpinho ao manifesto, desta vez? É que, depois da manifestação de dia quinze, havia fotos da manif por todo o lado e, desta vez, nada. Sou eu que ando distraída ou ficaram todos indispostos?
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Nem sempre me dão ouvidos...
... e ainda bem que assim é.
Há quinze dias, convidaram-me para ir passar o fim-de-semana à Praia de Mira. Agradeci e declinei o convite. Este fim-de-semana, não me convidaram, vieram-me buscar a casa, sem aviso prévio. Não dá para recusar, quando sentimos que as pessoas, efectivamente, têm gosto em estar connosco. Quando fazem o esforço de vir até nós para nos "obrigar" a mudar de ares. Lembraram-se de mim. Não me deram ouvidos. E ainda bem que assim foi.
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
terça-feira, 18 de setembro de 2012
Saudadinhas...
Muitas.
Ontem, estava a ver o Telejornal e apareceu aquele que foi o meu local de trabalho - e, também, a minha casa - durante alguns meses. Sem dúvida, alguns dos meses mais felizes da minha vida. Mais intensos. Mais enriquecedores. Mais desafiantes. Mais gratificantes. Mais divertidos. Pena não ter tido, na altura e por motivos pessoais, a possibilidade de continuar aquela bela aventura.
Ficam as saudades, muitas. Saudades dos locais por onde passei e das pessoas. Tantas saudades que eu tenho das pessoas que conheci.
(com a minha chefe, que se tornou, rapidamente, uma amiga)
(com as outras recepcionistas e a Bell Girl)
(com a minha chefe e o Bell Boy)
(num dos portos pelos quais passámos, frente ao Princess Danae)
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
domingo, 16 de setembro de 2012
Ontem à tarde, foi assim...
... e foi muito bom ver tanta gente mobilizada. Tanta gente a contestar, protestar. Tanta gente a manifestar-se. Tanta gente empenhada em mostrar o seu descontentamento, a sua indignação e a sua vontade de lutar pelos seus direitos.
Foi muito bom, todos em coro e a rimar, chamarmos uns quantos nomes àqueles que (des)governam o nosso país.
Papões, ladrões, cabr***!!
terça-feira, 11 de setembro de 2012
11.09
Onze anos. Dia Onze. Estava no Cartola, a comer um gelado, com um amigo, depois de termos almoçado nas Amarelas.
Lembro-me como se fosse hoje. Estávamos na esplanada, a rir à gargalhada, quando começámos a ouvir um burburinho lá dentro. As pessoas a aproximarem-se todas do ecrã da televisão suspensa, frente ao bar.
Lembro-me como se fosse hoje. Estávamos na esplanada, a rir à gargalhada, quando começámos a ouvir um burburinho lá dentro. As pessoas a aproximarem-se todas do ecrã da televisão suspensa, frente ao bar.
Não nos apeteceu ir atrás dos outros, na altura. A conversa estava a ser boa e, pensámos nós, as notícias podiam esperar. O resto da tarde passou-se, sem preocupações, entre risos e passeios.
Só ao final da tarde, de regresso a casa, é que me apercebi do acontecido. Ou melhor, demorei ainda uns longos minutos a entender tudo aquilo. A assimilar toda aquela informação, todas aquelas imagens, todos aqueles gritos, todo aquele fumo, toda aquela destruição. É difícil perceber o que vai na cabeça de pessoas que cometem tamanho horror. É, num primeiro momento, impossível aceitar que tudo aquilo seja real. Não dormi nada, naquela noite.
Lembro-me como se fosse hoje. E, hoje, é impossível não recordar, não lamentar, não desejar que tudo tivesse sido mentira. Mas não foi. Infelizmente, aconteceu e o mundo nunca mais se irá esquecer desse dia. E é bom que não se esqueça. É imprescindível que nunca se esqueça.
nota: em Setembro de 2010, estive no Ground Zero. Visitar o museu, foi difícil, impressionante e comovente.
Lembro-me como se fosse hoje. E, hoje, é impossível não recordar, não lamentar, não desejar que tudo tivesse sido mentira. Mas não foi. Infelizmente, aconteceu e o mundo nunca mais se irá esquecer desse dia. E é bom que não se esqueça. É imprescindível que nunca se esqueça.
nota: em Setembro de 2010, estive no Ground Zero. Visitar o museu, foi difícil, impressionante e comovente.
sexta-feira, 7 de setembro de 2012
Eles aconselham, a Mam'Zelle aproveita as dicas #2
Chapinhar onde não se deve. Apeteceu-me, de repente. Aliás, apetece-me muita vez, fazer o que não é suposto fazer-se. E gostei bastante. Ainda foi mais divertido por não ter possibilidades (ou, melhor dizendo, achar que há maneiras mais interessantes de se gastar o dinheiro, vá) para ficar num sítio daqueles. Mas o decor é de todos, certo? Digo eu...
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
Lembram-se daquele mundo que é mesmo muito pequenino?
Nada mudou, a esse respeito. Continuo a achar exactamente o mesmo que há uns tempos atrás. Mas, agora, para além de pequenino, também sinto que é extremamente irónico. Acontecem coisas que, sem querermos, sem sequer as termos imaginado/equacionado, acontecem. Aparecem, assim, do nada, repentinamente. E é estranho. E é incontrolável. Não é nem bom nem mau. É, simplesmente, irónico.
domingo, 2 de setembro de 2012
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
terça-feira, 28 de agosto de 2012
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
sexta-feira, 24 de agosto de 2012
Conhecer, é dar e receber
Gosto de trocas. Troca de palavras, durante uma conversa boa. Troca de olhares, quando se sente que abrir a boca só estragaria o momento. Troca de experiências, ao aprendermos uns com os outros. Troca de afectos, porque sabem sempre tão bem. Troca de presentes, que pode ser um Bom dia por um sorriso. Porque nem sempre o presente material é o mais apreciado e de maior valor.
Gosto de trocas, porque só assim a vida faz sentido. Porque dar e receber - seja com quem for e seja de que natureza for a troca - é sempre positivo, quando existe vontade de partilhar, de conhecer e de crescer.
Há dias, fiz uma troca. No início, o combinado, de forma muito espontânea e divertida, foi trocar uma guloseima por outra (a malta já me conhece, por isso mesmo acredito que nem estranhe a mercadoria envolvida na troca). E assim foi. Marcou-se o dia, a hora, o local e ela foi feita. A troca, em si, foi boa e justa, penso eu. Pelo menos, para mim, valeu a pena. O gelado de baunilha e amêndoas achocolatadas estava uma delícia. Mas, melhor que isso, foram as trocas não combinadas. Aquelas que foram surgindo, leve e naturalmente, depois daquela primeira, pensada e aceite pelas duas partes envolvidas na mesma. Não sei se, nessas outras trocas, dei ou recebi mais. Sei que foi bom conversar. Sei que foi bom sorrir. Sei que foi bom partilhar experiências. Simplesmente, foi muito bom conhecer. E é isso que, verdadeiramente, importa.
quarta-feira, 22 de agosto de 2012
Aqueles dias...
em que só nos apetece ser invisível.
Não ter de falar. Não ter de justificar. Não ter de repetir. Não ter de voltar a pensar no que já não faz sentido. Não ter de gritar, para ser ouvido.
Aqueles dias em que não estamos com disposição para aturar ninguém, quase que nem nós próprios.
Aqueles dias em que só queremos desaparecer sem que haja a mínima possibilidade de sermos encontrados, vistos, chamados. Chateados.
Estão a ver?
Hoje, é um desses dias.
22 de Agosto
Comemorar: v.t. festejar um acontecimento; celebrar, aplaudir, lembrar, trazer à memória.
Posto isto, parece-me óbvio que, hoje, não esteja para comemorações nem festejos. Mas há pessoas que não entendem isso. Há pessoas que, simplesmente, não querem entender. Há pessoas que não querem ouvir as minhas explicações. Há pessoas que não querem seguir em frente. E, eu, não posso fazer nada. Tenho de respeitar, mas preciso que também me respeitem. E, por isso mesmo, não me peçam para comemorar...
terça-feira, 21 de agosto de 2012
Subscrever:
Mensagens (Atom)

























