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quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Aqueles pormenores que me fascinam #7


Raleiras. Mais precisamente aquela raleira que algumas pessoas têm entre os dois dentes da frente.
Não sei por que raio a língua portuguesa tem um termo tão feio para identificar algo tão giro. Em Francês, diz-se 'avoir les dents du bonheur'. Conceito, sem dúvida, bem mais fixe e inspirador.

(Vanessa Paradis)

E se há certos pormenores que me chamam mais a atenção nos homens, neste caso, prefiro ver nas mulheres. Dá-lhes um certo ar de criança. Um je ne sais quoi atrevidote e divertido que me agrada particularmente.

(Cécile de France)
 
Há uns tempos atrás, chegou a ser moda. Havia pessoas que pagavam para lixar (ou sei lá qual o termo certo para a coisa) os dentes da frente até ficarem com a dita raleira. Não iria tão longe. Mas que não me importaria nem um tico de ter dentes da felicidade, lá isso é bem verdade.



nota: este post estava esquecido nos rascunhos há uma data de tempo. Lembrei-me de o ir resgatar por causa da Bolachita. É que, visto só ter dois dentitos de cima (enfim, dois dentes e meio, que já lá vem outro), ainda tem uma enorme raleira entre eles. Se me lembrar, depois mostro.

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Momento fashion #4




 
 





 
 
camisola e calções - de umas marcazitas por aí
top de renda - oferecido pela mana
botas - de uma sapataria portuguesa, com certeza
meias - estas de vidro, costuma ser a minha mãe a trazer-me
fio de ouro - da minha avó. Sempre disse que ficava para a neta do meio.
 
crachá - monstro preto
 
 
 
(O natal está aí a chegar. Se ainda vos faltar algum presente, pensem nos crachás do monstro que podem ser personalizados com uma mensagem ou imagem especiais. Era tão giro vê-lo sem mãos a medir nas próximas semanas, a fazer concorrência acérrima ao pai natal...) 

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Momento fashion #3








 
Casaco - de uma marca qualquer
Vestido - de uma loja por aí
Botas - idem aos trapos acima mencionados
Cinto - do baú da mãe
Meias - já nem me lembro
 
Crachá - monstro preto


quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Aqueles pormenores que me fascinam #6


As pessoas que gaguejam.
Não estou a falar dos gagos, atenção. Como é óbvio, não tenho nada contra eles. Só não me fascinam. E, verdade seja dita, tentar percebê-los durante uma conversa inteira, por vezes, até cansa. Por mais esforço que faça, a meio, uma pessoa já desligou.
Estou a falar de pessoas - e, no meu caso, essencialmente de homens, pois claro - que, não sendo gagas, começam por gaguejar nos primeiros encontros. Quer para fazer a pergunta mais simples do mundo, quer para dizer algo que possa ser mais constrangedor. Gaguejam, quando, tímidas, não sabem como dizer o que querem ou o que sentem. Basicamente, quando estão mortinhas de vergonha, mas querem tentar disfarçar.
Gosto. Gosto mesmo muito desse pormenor. Revela uma certa fragilidade, um receio, uma vontade de dizer bem dito, de causar boa impressão. Existe ali, de certa forma, um esforço para agradar, sem que isso se note. Mas nota-se, e muito. E aí reside uma parte da graça.
No fundo, o que aprecio é um homem que, nos primeiros encontros, gagueja ao dizer as coisas mais simples e mais básicas. É, para mim, delicioso lidar com essa pequena "imperfeição". Esse pequeno detalhe - que, de uma forma tão engraçada e encantadora, denuncia timidez, fragilidade, insegurança, e, por vezes, interesse - fascina-me, sem dúvida.
 

terça-feira, 25 de setembro de 2012

Momento fashion #2







 
 
Vestido - de uma marca qualquer
Sandálias - de uma loja qualquer
Óculos - idem aos dois itens acima
Pulseiras - idem ao idem anterior
Pendentchi de prata - presentchi do tio H.
 
Crachá - monstro preto
 

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Momento fashion #1










 
Macacão-calção de ganga e sapatos de cunha - de uma marca qualquer
Pulseiras e óculos - já nem sei de que loja
Relógio - idem ao macacão e aos outros acessórios
anel de prata - foi um presente
Cinto - do baú da mãe
 
crachá - monstro preto




segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Aqueles pormenores que me fascinam #4


Já escrevi este post há uns meses. Mas havia sempre outra coisa para dizer, mostrar, contar. Foi ficando nos rascunhos. Soube que hoje é dia internacional dos canhotos. Por isso, achei que era o dia ideal para, finalmente, o publicar.


Canhotos. Todos. Fascinam-me desde pequenita. Homens e mulheres. Para mim, não são nada desajeitados, como pode achar a maioria das pessoas. Muito pelo contrário. Vejo uma graciosidade, uma agilidade, uma singularidade, uma beleza diferente e muito particular nas pessoas que têm mais facilidade no uso da mão esquerda. 
Eu também o queria ser, canhota. Por isso, não entendia (e continuo a não entender) aqueles pais que forçavam os filhos a pegar na caneta ou na colher de sopa com a mão direita, quando era bem visível o facto de a criança só se ajeitar com a esquerda. Sempre houve as meninas que se divertem a  usar o batom ou os sapatos de saltos altos das mães. Eu gostava de treinar a minha escrita à canhota. E até tinha um certo jeito para a coisa. O problema é que demorava o dobro do tempo a escrever uma palavra e exigia-me uma concentração e um esforço excessivos (daqueles que têm de ser feitos com língua de fora, sabem?) que não compensavam.
Podia ficar horas a fio a olhar para um/a canhoto/a a escrever ou a fazer o que quer que seja que implicasse mãos. Fui crescendo e, claro, comecei a achar mais piada aos canhotos do sexo masculino. Houve até dois moços que, ao saber deste meu fascínio, se fizeram passar por canhotos nos primeiros tempos de convivência. Claro, perita neste assunto desde miúda, topei-os logo. Mas achei graça ao esforço demonstrado.

Várias celebridades também o são. Charlie Chaplin, Pablo Picasso e Jimmy Hendrix eram canhotos. Angelina Jolie, Jerry Seinfeld, Julia Roberts, Eminem, Ben Stiller, entre outros, também o são.


(gosto do Hendrix a tocar à canhoto)



(o meu encontro com o Charlie...)

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Aqueles pormenores que me fascinam #3






Pena ainda ninguém ter tido esta ideia para os semáforos de Coimbra. Achei muito giro e divertido.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Aqueles pormenores que me fascinam #2


Antes de começar a revelar alguns desses pormenores que, para mim, fazem toda a diferença e depois de ter falado aqui do filme da minha vida, vou apresentar-vos um pequeno livro delicioso de se ler.
Descobri este livro por mero acaso, andava eu a vaguear pelas ruas de Paris, perto da Sorbonne, onde estava a fazer umas pesquisas para o meu mestrado que acabou por ficar pela pós-graduação.
Sempre gostei daquelas ruas, cheias de livrarias antigas e de bancas, expostas à porta, no passeio, com livros vividos, de todas as cores e tamanhos. Numa das bancas, um pequeno livro chamou a minha atenção pelo seu título: La première gorgée de bière et autres plaisirs minuscules. Confesso que não foi a primeira parte do título que me encantou. Nunca apreciei cerveja, por muito que prove das mais variadas. Foi a segunda parte. Aquela referência aos mais pequenos prazeres da vida. Comprei logo o livro, claro. E devorei-o num instante. Infelizmente, já não o tenho. Emprestei-o, com certeza, a algum/a amigo/a que nunca se lembrou de mo devolver.



Le paquet de gâteaux du dimanche matin

"Des gâteaux séparés, bien sûr. Une religieuse au café, un paris-brest, deux tartes aux fraises, un mille-feuille. A part pour un ou deux, on sait déjà à qui chacun est destiné - mais quel sera celui-en-supplément-pour-les-gourmands? On égrène les noms sans hâte. de l'autre côté du comptoir, la vendeuse, la pince à gâteaux à la main, plonge avec soumission vers nos désirs; elle ne manifeste même pas d'impatience quand elle doit changer de carton - le mille-feuille ne tient pas. C'est important ce carton plat, carré, aux bords arrondis, relevés. Il va constituer le socle solide d'un édifice fragile, au destin menacé. (...)"




Le dimanche soir
"Le dimanche soir! On ne met pas la table, on ne fait pas un vrai dîner. Chacun va tour à tour piocher au hasard de la cuisine un casse-croûte encore endimanché - très bon le poulet froid dans un sandwich à la moutarde, très bon le petit verre de bordeaux bu sur le pouce, pour finir la bouteille. Les amis sont partis sur le coup de six heures. Il reste une longue lisière. On fait couler un bain. Un vrai bain de dimanche soir, avec beaucoup de mousse bleue, beaucoup de temps pour se laisser flotter entre deux riens ouatés, brumeux. le miroir de la salle de bain devient opaque, et les pensées se ramollissent. Surtout ne pas penser à la semaine qui s'achève, encore moins à celle qui vacommencer..."



nota: foi por mero acaso que escolhi dois excertos que metiam comida. Ou não...

nota 2: acredito que a malta que por aqui passa tem os conhecimentos de francês suficientes para entender os excertos. Se estiver enganada, peço desculpa. Mas o Sr Google Tradutor costuma estar sempre às ordens. Se, mesmo assim, não entenderem alguma coisa e quiserem perceber, é só perguntar.