domingo, 16 de dezembro de 2012

Por falar em bolas...


Ontem, lá tive o almoço de natal com a malta do curso (tudo mulheres. Que os poucos homens que lá andaram não se metem nisto e fazem eles muito bem). Já há mais de uma década que temos este ritual. Encontro marcado ao meio dia e meio, no chinês do costume. Dá para pôr a conversa em dia e ver como esta ou aquela vai mudando, ou não, para melhor e para pior. De há uns anos para cá, a conversa principal tem sido gravidezes, partos, prós e contras da epidural, bebés, noites mal dormidas, cremes de emagrecimentos e anti-estrias e outras tretas do género. É que, por incrível que pareça, todos os anos, uma delas está grávida ou acabou de dar à luz. É que nunca falha. Porra. Mesmo assim, não me posso queixar muito. Tenho tido a sorte de, a cada ano, vir uma ou outra que ainda está virgem nessas andanças, tal como eu. É o que me vale. É que às tantas, aquilo enjoa mesmo. Nós, as "virgens", lá falamos dos tempos de faculdade. Das noitadas, de uma ou outra melga e dos papelinhos que fazia para dar nas vistas, de uma ou outra gaja que andava metida com um mas agora está com outro e tal e coiso. Enfim, assuntos bem mais interessantes, sem dúvida alguma.
Houve dois momentos altos no almoço. Primeiro, quando começaram a falar da chatice que é não poderem pintar o cabelo durante o estado de graça que é a gravidez. Todas, sem excepção, já têm cabelos brancos e testemunharam  do inconveniente que é andar, durante meses, com as raízes todas brancas. Quando engravidares vais ver, disse-me uma. Mas, até hoje, nunca precisei de pintar o cabelo, não tenho nem um branco, respondi com grande satisfação. E, mais uma vez, ficaram todas de boca aberta. Mais ou menos ao estilo da malta da formação quando perceberam a minha idade (lembram-se, aqui?). Segundo, quando, depois de termos pedido as sobremesas, vou à casa de banho com a minha melhor amiga, a B. Confesso, foi mais para podermos falar um pouco em privado do que para aliviarmos a bexiga. Quando regressámos, a minha sobremesa tinha o seguinte aspecto:
 
 
 
E, claro, todas riam feitas perdidas. A B. quase que ficou chocada e a sua única preocupação foi perceber se o pessoal das outras mesas tinha reparado. Eu, só de olhar para a cara de contentamento das outras todas, orgulhosas da brincadeira de que se tinham lembrado, não consegui conter-me. Tive de rir com elas.

20 comentários:

  1. Tão bom manterem esse ritual!
    Quanto à sobremesa... girls will allways be girls :DD

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    1. É verdade. São umas chatas a falar daquelas coisas. Mas, ano após ano, não consigo deixar de organizar o tal encontro :)
      Ahahahahah! So true... ;D

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  2. Porra, podiam ter arranjado qualquer coisa mais arredondada. É que não deve ser nada agradável "comer" um besugo todo esquinado. loool

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    1. Ahahahah! Mas olha que até me soube muito bem, microcéfalo ;p

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  3. looooooooooooool...que grande partida te pregaram!!!
    loooooool

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  4. Quem serviu, não tem jeito: só arroz pela mesa...

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    1. A culpa é das taças que vêm super cheias, depois aquelas colheres dos chinocas também não são nada práticas para tirar o quer que seja :)

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  5. Ai, ai, estas raparigas...
    e depois falam dos homens né.

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    1. Por isso é que te ris-te que nem uma perdida ;)

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    2. Ei! Alto lá! Elas, aquelas que fizeram a coisa, é que se riram que nem umas perdidas. E, como o riso é contagioso, também tive de me rir... ;p

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    3. Ah! ok, logo vi que tinha percebido mal ;)

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  6. Respostas
    1. Cá para mim, que ninguém nos ouve, acho que só pensam nisso... ;p

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  7. Típico das mulheres... Sempre a tramar alguma quando viramos as costas ;P

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    1. Ahahahah! É verdade, Libelinha. Tens toda a razão! ;D

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  8. é uma carinha de pernas para o ar! :p

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    1. Imaginação não lhe falta, caríssimo pedro b... ;p

      Já viu bem o tamanho que teria o nariz...?

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