terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Hell yeah!! #11



 
 
 

16 comentários:

  1. Adorei seu blog. Supimpa! Já te sigo com alegria, tô dentro.
    Se quiser e puder, dê uma esticadinha até o meu: www.ludugero.blogspot.com,se gostar e quiser me seguir, vou gostar de ter por lá seus coments. Mega abraço.
    Passe lá e veja o poema "Maria-que-não-vai-com-as-outras", tirei a ideia aqui do seu blog. Conheci uma menina trombuda lá na minha cidadezinha de Várzea-RN. Fiz o poema para ela, e para todas as mulheres-coragem.
    Bom dia! Forte abraço do poeta João Ludugero. Até mais!!!

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    1. Bem, que entusiasmo! Muito obrigada João :)
      Passarei por lá, com certeza.
      Um abraço para ti também!

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  2. Eis aqui o poema que seu blog me inspirou publicado no "Ludugero desde que me entendo por Ludugero":

    MARIA-QUE-NÃO-VAI-COM-AS-OUTRAS
    www.ludugero.blogspot.com

    Quando ela nasceu,
    vingou tão miúda
    que até se achava não ir muito longe.
    Canelas finas, patativa baleada,
    mau feitio, mas parecia uma sebite.
    Foi tomando jeito,
    mesmo com cara de tô-fraco-de-angola.
    Franzina, ninguém dava nada por ela,
    um arremedo de gente, pele e osso.
    Foi crescendo meio que desengonçada,
    menina trombuda, ganhava todas
    jogando bilocas com os meninos.
    Desaforo nunca levou pra casa.
    Nariz empinado. Dona de si.
    Dura na queda de braço.
    Não a tirassem para briga,
    era a mesma coisa de fazê-la
    correr dentro da arenga.
    E o tapa comia um dobrado.
    Quebrava o coco e ainda raspava a quenga.
    Nunca chegou em casa apanhada.
    Era mais fácil fazer um galo no cocuruto alheio.
    Da cuca nunca correu.
    Nem do bicho-papão.
    Coitado do papa-figo.
    Trazia o bicho no laço, sem alvoroço,
    e era mais fácil papar o bicho em sua mão.
    Na Várzea, impunha respeito,
    peitava a quem lhe olhasse torto ou só pelas costas.
    De banda, há quem lhe chame de arrogante,
    mas não leva em conta disse-me-disse.
    Ela logo chama na chincha e às claras.
    E ai de quem se atreve
    a lhe encarar os pêlos na venta.
    Há até, pasmem, quem lhe chame
    de Maria-Homem.
    Eu lhe chamo, apenas e só,
    de mulher-coragem,
    dessas que cospem fogo pelas ventas,
    dessas que comem o fruto
    e ainda roem o caroço!

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    1. Gostei muito! Fico muito satisfeita por saber que o meu blogue o inspirou neste seu poema.
      Tenho muito disso que aí escreve, sem dúvida ;)

      Bem-vindo, João Ludugero!

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  3. Ehhh lá!... depois disto vou saindo...
    Tenha um bom dia Mam'Zelle :)
    Beijo

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  4. Muito bom. Que belas palavras.

    homem sem blogue
    homemsemblogue.blogspot.pt

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  5. Estás a ver como eu te compreendo Mam'Zelle!? :D

    Somos gémeas ! :D

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    1. Eu vi logo que, esta parte, ias compreender direitinho, Eva Maria... ;D

      Hum... só vou ter a certeza no dia em que começar a usar corpetes ;D

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  6. E a imaginação pode ser tudo o que ela quiser :)

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