sábado, 4 de agosto de 2012

O Que Há de Novo no Amor?


Cinema na Casa de Chá do Jardim da Sereia, assim anunciava o jornal. Fiquei logo interessada. Quando li a notícia, para além do título, percebi que o filme exibido seria O Que Há de Novo no Amor? Fiquei logo curiosa. Já tinha ouvido falar. Muito por alto, é certo. Pareceu-me um bom programa para quinta-feira à noite.
Por isso, anteontem, lá fui eu. Cheguei uns 2 minutos antes das 22h00' (hora de projecção do filme). Tinham colocado uma tela gigante fora da Casa de Chá. Já estavam várias pessoas sentadas. Outras, vinham de lá de dentro com cadeiras na mão. Decidi fazer o mesmo. Trouxe a minha cadeira e sentei-me onde havia lugar. Já não havia nenhum sítio mesmo bom disponível, para se ver a tela por inteiro. Mas, mesmo assim, não estava mal. Apercebi-me rapidamente que a cadeira era dura para o caraças. Muito design, linhas direitas, madeira levezinha e tudo e tudo. Agora, conforto, zero. Havia um candeeiro que insidia sobre a tela e fazia com que houvesse zonas de sombras e outras não, o que dificultava, um pouco, a correcta visualização das imagens. Os carros a passarem na estrada mesmo ao lado, outro aspecto que também não ajudava para uma boa audição. Ou seja, nem todas as condições estavam reunidas para apreciar correctamente o filme. Mas não sou uma pessoa difícil e aguentaria isso tudo e muito mais se o esforço valesse a pena. O problema, o único verdadeiro problema, aparece aqui. É que não valia. Não valia mesmo nada a pena, aquele filme.
Então é assim. Seis novos realizadores portugueses juntaram-se para criar esta longa-metragem. "O filme conta seis histórias de amor diferentes - cada uma realizada por um realizador diferente - de seis amigos que têm uma banda e todas as noites se encontram numa cave para fazer música", explica a produtora. Este tema podia dar um bom filme? Podia. ("mas não era a mesma coisa" não faz grande sentido aqui... Que aborrecido, adorava conseguir encaixar esta deixa nem que fosse uma única vez...) Infelizmente, não foi esse o caso. Dos seis amores, só consegui ver cinco. Pois é, eu sei que deveria ter vergonha, não se abandona um filme a meio (enfim, não foi a meio, foi a 5/6, menos mal). Mas o meu rabiosque já não aguentava, coitadinho. Os meus olhos, esses, estavam a ficar cada vez mais pequeninos. E a minha boca... A minha boca, essa, não parava de se abrir, a malvada!
Eu estava a tentar aguentar até ao fim, confesso. Mas, penso que foi no início da quarta história de amor, um casal de velhotes levantou-se prontamente e foi-se embora. Parece-me que não gostaram de ver dois rapazes a trocarem olhares lânguidos. Ainda bem que saíram naquela altura, digo eu. É que aquilo aqueceu e de que maneira. Houve muito linguado e muitos amassos entres os dois moços. Ainda dava um piripaqui aos velhotes e aí é que era a desgraça total. Apeteceu-me logo seguir-lhes o exemplo (não pela mesma razão, é bom que se diga). Mas contive-me. Não sou uma Maria vai com as outras. No final desse quarto amor, saiu mais um casal. Gente mais nova, desta vez. Esperei até mais de metade da quinta história de amor. Mas, neste caso, a rapariga morreu e o namorado ficou sozinho. Eu que não suporto ver tristezas (tristezas, já me bastam as minhas), achei que estava na hora certa. E, da forma mais discreta possível (até sou boa nisso, atenção), lá fui à minha vida.





P.S. Ah, já agora e analisando o título do filme, não posso deixar de referir que não vi nada de novo. Dos cinco casos apresentados que cheguei a ver, não descobri nada. Um rapaz que trai a namorada e, só depois, lhe diz "temos de falar". Uma rapariga de coração partido que se mete com um desconhecido no elevador. Dois rapazes que se vão apercebendo que não se sentem atraídos pelo sexo oposto, como é "suposto" ser. Um casal apaixonado que sonha em casar e vê o sonho desfeito com a morte de um deles. Já vi disso e muito mais (in)felizmente...
Será que era a última história que trazia algo de novo? Será que perdi o que, realmente, merecia ser visto? Talvez. Mas a fraca actuação dos actores, os diálogos vazios e desinteressantes, a seca que passei nas outras cinco, levaram a melhor sobre a minha paciência.
Já agora, se alguém viu o filme e quiser contar a última história, força!

10 comentários:

  1. Quer dizer, apanhaste um grande barrete, uma grande seca, uma grande tareia nas nalgas. Enfim, foi tudo em grande :)

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    1. Ahahahahahah! É isso mesmo, Vic. Foi tudo em grande, a não ser o filme... ;)

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    1. Pelo menos que eu descobrisse com este filme, não...

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  3. Não há mesmo nada de novo :)

    homem sem blogue
    homemsemblogue.blogspot.pt

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    1. Eu acredito que até haja. O filme é que não mostrou... :)

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  4. Pfff e ainda chamam a isto amor lol bah!

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    1. Ahahahah! Desculpa se este meu post te desiludiu ainda mais, Aidan ;)

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  5. pah...eu ate te dizia....mas eu acabei por adormecer. mas tenho a vaga ideia que nao aconteceu nada de novo. nunca na minha vida vi um filme TAO mau....

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    1. Ahahahah! Olha que se eu tivesse ficado até ao fim, palpita-me que também adormecia. Os meus olhitos já estavam a dar sinal disso mesmo ;) Pois, também acredito que não tenha acontecido nada de novo mesmo... MUITO mau, sem dúvida!

      Parece-me que és a/o primeira/o anónima/o por aqui. E anónima/os desta/os até é bom :)
      Bem-vinda/o!

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