sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Porque há malta que perguntou na altura e outra malta que continua a perguntar


vou ter de dar alguns pormenores da gravidez e do parto. Por isso, ó malta que não-quer-saber-destas-coisas-e-tem-raiva-de-quem-queira-saber, ide à vossa vida e voltai para o próximo post que já não será, com toda a certeza, sobre este assunto.
 
- só tive enjoos (daqueles bem fortes que nos tiram toda e qualquer paciência) no primeiro mês. Mas era de manhã à noite e não suportava qualquer tipo de cheiros a não ser o dos hamburgers do McDonald's.
- a gravidez correu super bem, sem grande cansaço (a não ser no primeiro mês), sem dores. Dormi super bem até ao final. A barriga, que cresceu desmesuradamente, não me fazia grande confusão. Por vezes, batia com ela contra portas e afins, só porque me esquecia que ela estava ali e era assim tão grande. Outras vezes, pensava que passava num determinado sítio e, afinal, só quando já estava empancada lá no meio é que percebia que era melhor voltar para trás. Ou seja, nada de grave.
- não me incharam nem os pés nem as mãos.
- não tive desejos para além daqueles que já tinha antes de engravidar. Mas passei a gostar ainda mais de pão, redescobrindo o quanto é bom quentinho com manteiga a derreter. Era o pão e os cereais. Misturava, no mínimo, três variedades destes últimos, acrescentava leite fresquinho e era um consolo. De manhã, à noite antes de ir para a cama e a qualquer outra altura do dia, quando me dava para isso. Estou a escrever no passado, mas, ainda hoje, esse vício do pão e dos cereais continua.
- não era imune à toxoplasmose. Isso é que me custou bastante. Estava mortinha para poder comer tudo e mais alguma coisa outra vez.
- nem 7 kg engordei durante toda a gravidez. E nos últimos dois meses e tal não engordei nadinha. Até cheguei a entrar ligeiramente em stress por ter deixado de ganhar peso, já que me diziam - ao ver-me toda elegante - que os últimos dois meses é que era a desgraça e se engordava toneladas (essa conversa era sempre acompanhada de um sorrisinho perverso nos lábios da tal pessoa que dizia essas barbaridades).
- o meu peito não cresceu nem um tico durante a gravidez toda. Isso de ser o primeiro sintoma que nos leva a desconfiar de que estamos grávidas é um mito. Pelo menos no meu caso.
Sim, confirmo. Sou daquelas pessoas que gostou muito de estar grávida. Não estava nada ansiosa pelo nascimento da bolachita. Por mim, ficava no quentinho mais uns meses.
 
- só comecei a sentir contracções/dores umas 7 horas antes da bolachita nascer. Já estava de 40 semanas e 2 dias.
- quando cheguei à maternidade já estava com 5 cm de dilatação, o colo apagado e não me queixava (apesar de ter dores, como é óbvio). O pessoal da maternidade até ficou admirado comigo e apelidou-me de "a valente".
- a bolachita nasceu de parto normal, sem ventosas nem fórceps, mas com epidural.
- o parto foi rápido e sem complicações.
- ficámos na maternidade os 3 dias da praxe e eu já estava fartinha de lá estar.
- no dia a seguir ao parto, tinha perdido 4kg. Uma semanita depois, já tinha menos um quilo do que quando engravidei.
- não fiquei nem com uma estria de recordação. Nadica de nada. E não andei a besuntar-me toda com cremes xpto. Paranóia que costuma assolar uma grande maioria das grávidas. Pelo menos, é o que elas dizem. Eu colocava um creme específico para a coisa, sim, mas com conta peso e medida.
- a bolachita é alimentada única e exclusivamente com leite materno, alimentando-se directamente da mama. Esta semana engordou 42 gramas por dia, quando 20 gramas, dizem,  já é um aumento razoável. Há quem tenha imensa dificuldade em dar de mamar. Comigo foi bastante simples. A bolachita começou a mamar mal nasceu (mamou logo - ou pelo menos ficou a sugar - uma hora em cada mama). Ao quarto dia, comecei a ter umas pequenas gretas. Aí doía bastante, então quando ela começava a mamar a coisa era séria. Se não fosse uma miúda forte, poderia ter vertido umas lagrimazitas, confesso. Mas comecei logo a colocar a pomada adequada e poucos dias depois estava o caso resolvido. Nunca mais tive problemas e a bolachita, se eu deixasse, estava o dia todo agarrada às mamocas da mãe.

Ainda nem acredito que estou com estas conversas. A sério. Mas, prometo, foi uma vez sem exemplo. Ok?
 
 


Pronto. Parece-me que já dei informação suficiente para matar a curiosidade de quem se interessa por esta coisa da maternidade.
 

8 comentários:

  1. Ainda só tinha dado os parabéns pela gravidez, julgo eu, faltava vir até aqui dizer que a tua 'bolachita' é o máximo e dá para perceber que estás a adorar ser mamã... :)
    um beijinho grande

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    1. Muito obrigada, sónia. É verdade, estou a adorar esta nova fase da minha vida. A mais cansativa, é certo, mas, essencialmente, a mais super hiper mega fixe! ;)
      Beijinho enorme para ti!

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  2. eu adoro estas conversas! :)
    Eu tive uma bolachinho e uma bolachinha e sempre que quero contar a experiência ninguém quer saber! :)
    por isso adorei este post!
    :)

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    1. Parabéns pelos teus pequenotes! São gémeos?
      Ainda bem que gostaste. Mas olha que eu continuo a não gostar muito de falar sobre isso. É bom vivê-lo, sem dúvida. Mas quando é muita malta a falar do mesmo vem logo a maldita comparação ao de cima e não tenho grande pachorra para essas coisas. :)

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  3. Li com muita atenção este post. E gostei do que li :) Claramente nota-se que adoraste estar grávida. É mesmo uma fase única :)

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    1. Ainda bem que gostaste :)
      Adorei mesmo. Nunca pensei que fosse tão fixe e que deixasse saudades.

      Bem-vinda Pimenta*!

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