sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Não sou de sonhos, objectivos, projectos, planos de vida e afins, mas sou de ideias fixas.


Nem que demore mais de um ano a materializá-las. É para ver o quão fixa pode ser uma determinada ideia minha.

Pois bem, foi, de facto, há mais de um ano que me aconteceu... como dizê-lo?... um certo... hum... percalço, digamos assim, vá. Relatei-o ali atrás.
Tudo tretas. Não sou de ideias fixas coisíssima nenhuma. Já nem me lembrava daquilo. Até já tinha ido ao Porto outras vezes, entretanto, e nem me passou pela ideia ir comer uma francesinha. Tiveram de me relembrar a coisa. Sim, sou um caso perdido.
Então por que raio aquele título enganador, menina Mam'Zelle?, pergunta a malta intrigada e com todas as razões do mundo.  
Porque achei que ficava bem. Porque achei que não ter aquelas coisas todas dos sonhos e afins - que ficam sempre muito bem no perfil de uma pessoa - mas ter outra diferente, como a determinação neste caso, poderia compensar. Só que não.
Pronto. Pronto. Já percebi. Sou mesmo um caso perdido.

Adiante.
Este ano (no passado sábado), conseguimos ir no carro-boat (sim, ainda existe. milagres da vida). Não estava a chover e dava jeito para trazer mais uma estante para aquela divisão do sótão que também é minha, diga-se o que se disser. Comeu-se um caldo verde contaminado pelo vírus de uma gripe qualquer e, depois, ala que se faz tarde, estrada fora.
Este ano, marquei mesa. Fi-lo bastante contrariada, é um facto inegável. Mesmo assim, liguei duas vezes. Porque achei que vinte horas era capaz de ser justo, mudei para as vinte e trinta. Não me valeu de nada.  [É que, desta vez, não se levou o meu GPS e há gente que gasta balúrdios num casaco de cashmere, mas, depois, não quer gastar uns tostões para ligar o GPS no seu smartphone, durante uns minutitos. (nota-se que estou a ajustar contas, again, por aqui? é que não me dava jeito nenhum que assim fosse.)] Vinte e cinquenta e três, empurro a porta. Explico a situação com a minha cara de cãozito abandonado. Quando percebo que o morcão tinha entregue a nossa mesa a duas sirigaitas agarradas ao telemóvel, viro pit bull e mostro-lhe, por a mais b, que não são só as gajas do norte que têm o proveito de trazer sempre uma resposta-na-ponta-da-língua.
Afinal, não voltamos para Coimbra sem jantar. Também não tivemos de ir até ao Arrábida Shopping comer mistela indiana. O morcão virou mágico e desencantou-nos outra mesa. Muito melhor localizada, por sinal. Não sei se cuspiram no molho, lá na cozinha, antes de nos trazerem os pratos. O certo é que estava bom. Não divinal. Mas bom.



Para concluir. Não me parece que me volte a meter numa aventura destas dentro de um ano e picos. Mas, como não sou moça de dizer desta água não beberei, é andar e ver. Ou seja, para o ano logo se vê.

2 comentários:

  1. O senhor que está atento a todos estes textos17 de fevereiro de 2017 às 19:54

    Mas a senhora alguma vez faz algo, o que quer que seja, sem ser contrariada? Pois não. Obrigado.




    Uiiii.

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  2. Apesar de ter lá casa, no meio de uma quinta semi-abandonada, não me fales em Coimbra que morro de saudades...

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