terça-feira, 3 de setembro de 2019

BorA Lá despachar Isto #1 - Puraluhur temple

Antes de mais, yep, ainda estou viva.
Posto isto, vamos ao que interessa.

Já se foi quase um ano desde que viajei para Bali e, até agora, não coloquei por aqui qualquer registo dessa viagem. 
Acredito que a malta que estiver a ler este post - restrita*, eu sei - não quer nem saber. Mas este casebre (ainda) é meu e não quero deixar passar esse episódio da minha vida em branco por aqui.

Bali não foi, de todo, uma viagem de sonho. Por mais que tenha visto sítios lindos, não me ficou no coração. Talvez a culpa não tenha sido da ilha em si mas sim das circunstâncias daquela altura. Se fosse rica, não deixaria de lá voltar, para lhe dar uma segunda oportunidade. Não o sendo, prefiro descobrir novas terras. E é já este mês que o farei. Por isso mesmo me parecer urgente despachar o episódio Bali de uma vez por todas.

Espero que gostem.
















* tenho tido um número absurdamente considerável de visualizações dos Estados Unidos. Será vírus?

segunda-feira, 29 de julho de 2019

Para a malta que já sente saudades* da Bolachita...


aqui vai.





[yep. têm de levar também comigo.
Sorry, not sorry. 
Aguentem-se, porra.]





* até eu, que ainda estive com ela ontem, tenho saudades só de saber que não vai dormir em casa nos próximos quinze dias.

quarta-feira, 17 de julho de 2019

segunda-feira, 15 de julho de 2019

Ao Moçambicano albino


Perguntar a uma mãe qual filho é o seu preferido - aquele de que ela gosta mais, a cria que tem um lugar mais proeminente e aconchegadito no seu coração - é basicamente o mesmo do que estar numa ilha italiana (vamos lançar para o ar a Sardenha, assim ao calhas), num dia de calor descomunal, frente à água do mar e não molhar os pezitos e, já agora, o resto do corpo inteirinho (que se lixe o bando de alforrecas ou medusas ou lá o raio - que aquilo é tudo a mesma praia -  ali, à mão de semear). 
É impensável. 
Inconcebível.
Não dá.

sexta-feira, 14 de junho de 2019

Considerações avulsas #1

Se eu não gostar de mim, quem gostará?

Não sei quem gostará de quem. Nem quero saber. O certo é que, eu, não gosto desta máxima.
Sempre que a ouço, dá-me vontade de morder alguém. Sim, tenho esta panca. Não liguem.

É que, mesmo parecendo partir de um bom sentimento, como sendo algo positivo e do bem e do peace e até do love, não é tanto assim. Pelo menos não o é para mim que gosta sempre de analisar um tico as coisas, em vez de ir, feita ovelha (ou barca, neste caso), ao sabor da maré. É tipo aquela cena do papar, calar e ainda agradecer, sem se saber muito bem o que se comeu. Estão a ver? Para mim, não dá. Não consigo. Ler o rótulo é o segredo. Vão por mim.
Resumindo de forma breve. Não sou moça de dizer ou de concordar com algo só porque me é impingido como sendo fixe, bom, da moda, positivo, good mood, et cetera e tal. Nem mesmo sendo apresentado como o santo graal.
Rebanhos? Não, muito obrigada.

Ora voltamos à frase em questão que é para isso que aqui vim hoje.
Pois bem. Quanto a mim, essa interrogaçãozeca, supostamente inocente e muito sábia, pressupõe que o gostarmos de nós é um meio. Um meio para atingir um fim maior. Sermos gostados.
Ora, na minha humilde e singela opinião, o mais importante é gostarmos de nós. Ponto. Porque sim. Ponto. Como um fim. Ponto. Só por si. Ponto. Não para conseguirmos que outrem goste de nós. Ponto final.

A máxima correcta deveria ser:
Se eu não gostar de mim, sou uma grandessíssima tonta. *
(o 'tonta' é suavezito demais, atenção. admito, sem hesitar, que o é. muito. mas é só para não colocar aqui um adjectivo mais forte que poderia abespinhar as almitas mais sensíveis.)



Pronto. Era só isso mesmo. 
Quem quiser também perder dois minutitos para pensar no assunto, pois que o faça.
E se achar, depois dessa reflexão profunda, que, de livre e espontânea vontade, deixará de usar tal máxima, melhor ainda.

E está feito.
Siga.






nota: não estou aqui a levantar, de maneira alguma, a bandeira do - agora também muito na modinha - self love club. seria tema para outro post. não sei, no entanto, se terei paciência para o escrever. para resumir, não sou de modas. e acho que, sendo assim, está tudo dito.


* Se eu não gostar de mim, é pregar-me dois estalos.
(esta está melhorzita, não?)

quinta-feira, 6 de junho de 2019

O pai da minha filha

Diz que não é meu amigo,
que não o quer ser;
que nunca o será.

Mas, no fundo, sei que é meu amigo.
Quero que continue a sê-lo.
Acredito que sempre o será.



 [Parabéns Tiago.]

sexta-feira, 31 de maio de 2019

En mai...

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fais ce qu'il te plaît.



nota: um esforço gigante, uma tremenda trabalheira, foi o que foi. só para passar por aqui hoje, deixar esta pérola. não queria que ficasse um ano esquecida, junto dos outros cento e cinquenta e seis rascunhos. é que o jeitoso mês de Maio finda hoje. ah pois é. têm mais umas quantas horas para a folia, a rebaldaria; a loucura total. Força nisso, maltinha.

quinta-feira, 30 de maio de 2019

Esquecer-me de ti

Era hábito perguntar-me, das outras vezes que nos detivemos os dois no hall de entrada, o que eu queria.
- O que queres tu, 'Zelle?, perguntava-me, num tom firme e insistente.
Era raro responder à sua pergunta. Pelo menos em voz alta. Porque, em silêncio, só pensava numa resposta possível.
- Quero-te a ti.

Era isso que, bem lá no fundo, eu lhe queria responder. (aquela afirmação curta que, tantas vezes, me tinha dito ele a mim.) Era isso que desejava. Ele. Só ele. Sem os problemas que me trazia.
A razão, que sempre tomou conta de mim nas mais variadas situações, não me deixava verbalizar tal anseio. Acabava, inevitavelmente, por lhe pedir que saísse pela porta já entreaberta.

Desta última vez, não me fez essa pergunta.
- Tens a certeza que é o que queres? 
- Há zero vírgula zero possibilidades de voltares atrás?
Foi isso que me perguntou.
E respondi afirmativamente. Às duas perguntas. Com uma segurança quase assustadora.

Se me tivesse perguntado o que eu queria, nessa última noite, a minha resposta teria sido diferente das anteriores.
- Esquecer-te.

Era isso que eu queria naquele momento. Esquecê-lo. Para sempre. A ele e a tudo o que fez dele o homem da minha vida.
A agilidade, o carinho, o atrevimento daquelas mãos na minha pele.
A beleza daqueles olhos cor-de-saudade que sempre senti mais meus do que dele.
A facilidade em me perceber as manhas e manias e continuar a afirmar, convicto, que era perfeita assim. Tal e qual como sou.


Tudo.
Queria, e ainda quero, esquecer tudo.
Esquecer-me dele,
é o meu maior querer.


(trinta e um de Outubro de dois mil e dezasseis)

quarta-feira, 15 de maio de 2019

Para além de bruta, ruim e insensível, também tinha de ser pegajosamente chata, a minha mãe?



Alguém me explica por que raio só me quer dar beijos a mim? 
Dia após dia. Todos os dias. 
Ele são resmas. Ele são paletes. 
Beijos e mais beijos. 
E é que só me calham a mim. 
Alguém me acuuuuuuuuudaaa!






nota: este post estava há quatro anos e meio nos rascunhos. é daquela época em que se via mais a Bolachita por aqui. entretanto as coisas mudaram um tico. agora, é mais ela que me pede beijos e abraços e mimos e mais um par de botas. eu cá não reclamo.