segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Esclarecimentos necessários para o bem comum #20

Não quero que me vejam de outra forma. De uma forma diferente daquela que me viram até agora. 
Sou a mesma Mam'Zelle. Aquela que aqui escreveu ao longo de mais de quatro anos com o blogue aberto a todos. Não sei se o blogue irá ficar privado, se voltará a ser público. O certo é que vou continuar a ser igual ao que sempre fui, mesmo tendo menos pessoas desse lado para me ler.

Ponderei um pouco (não muito. que o tempo  não é para ser desperdiçado com dúvidas, sejam elas de que natureza for) antes de publicar o primeiro post que vos deixei depois de fazer esta pausa inesperada.
Ponderei por três motivos. 
Primeiro, porque quando li o que tinha escrito não me reconheci à primeira. Há ali um tom que não me é habitual. Há ali palavras que não são familiares por aqui. Há ali uma parte de mim que se quer esquecida. Mas talvez, por isso mesmo, tenha optado por publicar. Para ficar registado. Para ser mais palpável. Para visualizar o capítulo encerrado. Sei lá.
Depois, hesitei também por me parecer que a malta se está a marimbar redondamente para estes pormenores mais entediantes da minha vidinha. E eu não estou aqui para vos aborrecer. Um dos meus focos continua a ser divertir a malta e não me quero desviar muito dele.
Finalmente, não me é fácil mostrar o lado menos alegre de mim. Não por querer ludibriar a malta, levando-vos a pensar que sou a gaja mais feliz à face da terra. Nada disso. Nada mesmo. Simplesmente porque não lido lá muito bem com as minhas fraquezas e muito menos gosto de as revelar aos outros.
Mas o certo é que este espaço é meu. Sou eu que estou por detrás - e presente - em cada post por mais parvo, inusitado ou patético que seja. Por isso, faz algum sentido que aqui fique registado este contratempo menos bom da minha vida.
Este contratempo que há-de passar. A seu tempo.



Agradeço desde já a paciência.
Não me abandonem, ok?
Vá lá...

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Aqui vai mais um dos meus infindos talentos


Sou dada a analogias. 
Sou boa em analogias. 
Das visuais.
Daquelas que esclarecem qualquer dúvida latente. 
Essas mesmo que dão logo para perceber onde quero chegar.

Ai querem um exemplo?
Com que então, não fui clara o suficiente?
Não seja por isso.
Aqui vai.


Domingo passado.
Hora de almoço. 
Almoço pronto.
Arroz de tomate saboroso feito por mim e salmão grelhado (demasiado passado porque ainda vou na cantiga de quem não percebe nada do que é bom. eu sou a sua excepção, teve sorte) nos pratos, em cima da mesa.
Começa a espetar o garfo no salmão sem lhe ter colocado, primeiro, aneto por cima. E eu que até tinha gentilmente colocado o frasco num sítio estratégico. Mesmo à frente dos pratos cheios de comida. (já disse que o arroz de tomate estava de comer e chorar por mais? pronto, pronto.)

- Então não pões aneto no salmão?
- ...

Vendo que não tinha alcançado a pertinência da minha interrogação e antevendo a faca a seguir o caminho do garfo e a cortar um pedaço do peixe sem este estar previamente coberto da erva milagrosa, acrescentei:
- É que o salmão sem aneto é como um rabo sem rego.

E foi vê-lo a pegar no frasquinho, abri-lo cuidadosamente e abaná-lo, de cabeça para baixo, por cima do salmão seco. Pelo menos, ficou mais saboroso.


Et voilà! 
Esclarecidos?
Eu não disse..

Para aquela malta que ficou por aí a salivar, coladinha ao ecrã do seu computador ou smartphone ou tablet ou de uma outra qualquer engenhoca dessas...


... quando viu ISTO.



Aqui fica a vossa fatia de bolo, porque sou amiga.
E bem grande, porque sou generosa.
É para partilharem, porque - apesar de amiga e generosa - não tenho filhos dessa idade. 
Ainda... 
pxiu. velho és tu, pá!

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

A Bolachita questiona-se...



Haverá prazer maior do que saborear o resto de uma torrada de pão espanhol fora de validade,
esquecida pela minha extremosa e maravilhosa mãe em cima da mesa da sala?, pergunta.






Creio que não., conclui.





Bolachita, a lutar contra o desperdício alimentício desde dois mil e treze.

Aproveitem, pois não me parece que volte a acontecer


É verdade. Eu que não sou nada dada a estas coisas, apetece-me mostrar à malta o meu outfit de hoje.

Não, não estou com febre. Não, não me caiu um piano em cima da cabeça. Não, não acordei com uma vontade inexplicável e incontrolável de me tornar uma gaja fashion-cool-chique. O certo é que tudo tem uma razão de ser. Sosseguem. E por aqui me fico.

Aqui está a dita vestimenta.


Não, não me esqueci de colocar aqui nada.
Sim, lembrei-me de alguém.
Resumindo, em modo boa samaritana, fiz a minha parte.

quarta-feira, 12 de outubro de 2016

Porque os paparazzi só se dão ao trabalho de flashar gente importante* #39

..












* tipo a Bolachita e eu. Oh yeah.

Ai qui carái!


Pára tudo.

A minha melhor amiga descobriu este casebre.
Sinto-me despida. Exposta. Despojada de todo o meu ser.

Mais de quatro anos e meio com uma trabalheira de todo o tamanho a escondê-lo tão bem escondidinho. A rir-me na cara dela, quando me pedia - uma vez mais, depois de tantas outras que acabei por lhe perder a conta - para lhe revelar qual era. A falar-lhe, por alto, de tudo o que este meu mais velho já me trouxe de bom, de engraçado, de emocionante, de parvo, de estranho, de ambíguo, de chato, de maravilhoso (sim, houve maravilha a nascer por causa deste insignificante blogue). A ver a reacção dela ao tomar conhecimento de tantas peripécias pelas quais passei, desde dois de Abril de dois mil e doze.
Enfim, tudo tão bem controladinho para acabar assim. Com o raio do segredo desvendado.

O que mais me irrita é ter sido o instagram a lixar-me a vida. Eu bem que desconfiava que aquela cena me iria tramar. E, como sempre, estava coberta de razão. qual carimbo qual quê. pxiu.
Diz que o raio do meu instagram lhe foi recomendado, ou sugerido ou o catano. Fez-me rir, sem ter graça nenhuma. Mas eu lá tenho alguma coisa que se recomende? Pois. É aquilo a que se chama ironias do destino. E tinha de me calhar logo esta a mim.




Resumindo e concluindo. Vai haver auto-censura na certa. Não vou conseguir continuar com as minhas parvoíces. Com esta minha essência. Isto vai virar ovelha de rebanho. Vai passar a ser um daqueles blogues politicamente correctos. Estão a ver mais ou menos o género? Com temas da moda, daqueles que chateiam de tanta gente a dizer o mesmo. Com opiniões consensuais, daquelas que dão imenso sono, mesmo depois de doze horas muito bem dormidas. Com muitas florzinhas, daquelas que não acrescentam nada mas ficam bem em qualquer casa.
Muito peace. Muito love.
Todo ele muito cheirosinho, e bonitinho, e bem comportadinho.
Ou então não.








nota: ouve lá, melhor-amiga, ai de ti que venhas para aqui chibar-te e revelar todas as qualidades excepcionais que compõem a minha bela pessoa. tenho uma reputação de bruta, ruim e insensível para manter. vamos lá zelar por ela, sim? ou isso ou és despromovida. ponto.