segunda-feira, 5 de setembro de 2016

E é isto #14


Por mais que me digam - e o certo é que não se cansam de me dizer - que a Bolachita nunca será plenamente feliz por ter os pais separados, não consigo acreditar.


Quando a observo a acordar,
quando a admiro a brincar,
quando a espreito a dançar,
quando a ouço a cantar,
quando a contemplo a dormir,
não consigo acreditar.

Cada um é como cada qual* #4


Há quem beba batidos detox, fit e outras cenas fashion saudáveis.


E, depois, há a Mam'Zelle, que prefere batidos reconfortantes.
 




Os outros, desintoxicam o corpo e afinam a silhueta.
Eu, aconchego o estômago e alegro a alma.


É uma questão de prioridades.
Simples.






* e cada qual é como é. e faz o que quer e bem lhe apetece.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Porque os putos são o melhor desta vida* #72


(imagem encontrada por esta internet fora)







* e porque há uma alminha que se diz farta de só se ver a minha 'garota' por aqui.

E é isto #13



Está a ser bem mais complicado do que imaginava.
Eu, que até sou catalogada de pessimista a toda a hora, não tinha vislumbrado o lado menos bom da coisa. Não me tinha apercebido do tamanho da sua complexidade.
É que, para além da distância de que estava à espera e com a qual sempre soube lidar muito bem, veio também o medo. Um receio incontrolável de te acontecer alguma coisa instalou-se dentro de mim.
Não estava à espera dele. Não sei lidar com essa sensação estranha e lixada que ele me provoca. Pelo menos, neste momento, ainda não sei.
Espero, aos poucos, conseguir amansá-lo. Domá-lo para, com ele, melhor conviver.
Porque, por agora, é-me muito difícil senti-lo no peito,
este estranho medo de te perder.
Estava eu a escrever isto, quando recebo uma sms tua. Tão bom.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Ao jeito do ex-vizinho Roque, com saudades #13


(net)

Esta não fui eu que tirei.
Com muita pena minha.

A tentar igualar a mestre (ai de quem desate a rir. é que nem se atrevam. não estou para brincadeiras.)


Lembram-se daquele semi frio vistoso e apetitoso que a menina Ella me trouxe? (ai não? então é clicar AQUI, ora.)
Pois bem. Há tempos, abri o frigorífico, reparei que ainda tinha um frasco do doce da Lojinha do Limão e lembrei-me logo de fazer um semi frio.
Fui à internet, pesquisar por semi frio de limão e encontrei uma catrefada de receitas. Lá escolhi uma. Aquela que me pareceu mais interessante, tendo em conta os meus pré-requisitos. Não os vou revelar aqui. O segredo é a alma do negócio, certo?

Continuando. Lá passei a receita para o meu caderninho. Toda satisfeitinha da vida. E já a sonhar com o resultado final. Visualizava um semi frio vistoso como aquele que a Ella me trouxe. E cheguei a ficar com água na boca só de pensar.

Prosseguindo. Lá meti mãos à obra, num belo sábado à tarde. Animada. Empolgada. E confiante.









Tudo correr muito bem. Até porque me estou a tornar uma expert na arte da doçaria e não só. (E quem ainda não reparou ou é distraído ou tonto.)
Tudo, até colocar o preparado na forma, por cima da base de bolacha. Aí, percebi que a forma não vedava lá muito bem e que aquela cena estava a escapulir-se para o prato. Despachei-me para colocar aquilo o mais depressa possível no congelador.
E esperei. Esperei, rezando para que aquela mistela não se tivesse esvaziado toda pelo prato fora.




Vamos lá parar com a conversa. Vamos mas é aos factos. Que isso é que importa. 
Aqui está ele. O meu primeiro semi frio de limão.
Fininho, fininho, para não se tornar pesado nos estômagos delicados das pessoas que o iriam comer. Claro que foi propositado. Isso nem se pergunta.
Uma delicadeza, uma finesse digna da alta pastelaria francesa que tanto aprecio e que marcou a minha infância.


Nada de rir, malta.
Nada de gozarem com o meu primeiro semi frio.

Concluo dizendo que estava muito bom. Uma delícia.
Houve quem me dissesse que estava mais saboroso do que o da Ella.
Mas isso já foi por piedade. Acho.
Ou então pelo carinho que me tem.