quarta-feira, 10 de agosto de 2016

Matar este meu desejo.





Já está.

Há desilusões que custam mais a serem ultrapassadas do que outras

Este ano, não fui a nenhum concerto da Expofacic.
Mesmo assim, houve quem se tivesse lembrado de mim e me tivesse trazido os já famosos "pastéis de nata" que por lá se vendem.
Coloquei o nome da iguaria entre aspas porque aquilo não tem nada de pastel de nata. Só mesmo o aspecto. E de longe, se a pessoa for míope.
Ou seja, aquilo não tem a massa folhada característica do pastel de nata. Aquilo não tem um recheio cremoso do verdadeiro pastel de nata. Aquilo não tem o sabor de um pastel de nata. Aquilo não é lá muito bom. Ponto.
Mas, nos anos anteriores, tinha provado os chamados "pastéis de nata" com sabores. Há de chocolate, de frutos vermelhos, de maçã, de cereja e de muitas outras coisas. E, confesso, até achava uma certa piada àquilo. Uma vez por ano, até que se comia bem. (houve até um ano em que os achei para lá de bons. tinha os meus níveis de exigência muito em baixo. e estava com sete meses de gravidez. o que também pode explicar/desculpar muita coisa.)


Pois bem. Este ano, como já disse, trouxeram-me a casa um desses famosos pastéis numa caixinha. Perguntei qual o sabor. Disseram-me que era surpresa. E eu fiquei animada. Afinal, gosto tanto de surpresas.
Mas das boas.
Só das boas.
O que não foi de todo o caso.
Não foi mesmo.


Ora vejamos.
Toda entusiasmada, pego numa faca e ponho-me a cortar aquela imitação barata (em termos de qualidade, atenção. que em termos de preço esticam bem a corda) ao meio. E qual não é o meu espanto quando não vejo lá recheio diferente nenhum.
Ainda cheirei, não fosse ter um ingrediente sem cor mas com sabor.
Não cheirava a absolutamente nada.
Provei e fiquei de mau humor. 
Foi logo. Na hora. Aquilo tem o dom de deixar uma pessoa mesmo muito mal disposta. Digo-vos.
Era um falso pastel de nata normal. Não bastava ser uma imitação. Ainda tinha de ser banal.
Reles que só ele. Ponto.


A minha sorte foi ter alguém para partilhar aquilo.
Só tive de me esforçar a comer metade.
Menos mal.

terça-feira, 9 de agosto de 2016

Porque o verão já vai a meio


e porque este meu casebre já está a precisar de um pequeno refresh para contrariar esta onda de calor,

aqui fica o novo header:


Uma vez mais, diverti-me muito com a elaboração deste novo menino. Agora, olho para ele e só me dá vontade de rir.
Espero que a vocês vos faça, pelo menos, sorrir.





Digam lá adeus ao que vai embora, vá:






nota: de forma não propositada, aparece - ali do lado esquerdo do novo header - um dos famosos desenhos que a Bolachita fez na parede. e acho que se enquadra na perfeição. parece uma onda a querer apanhar-me.
nota2: posso até não o estrear este ano, mas o biquíni novo já serviu para alegrar aqui o novo piqueno. Repararam?

Há certa gente que não tem qualquer noção de timing


Então não é que recebi um presente?
Ora vejam.

(a minha assistente - a melhor das melhores - a supervisionar o correcto posicionamento e justo enquadramento do dito presente para a foto.)




Bastou eu desfrutar do meu (único?) dia de praia (do ano inteiro) para, logo de seguida, receber este biquíni todo catita.
E uma pessoa, por mais que queira e por mais que a boa educação assim obrigue, não consegue ficar totalmente agradecida.
É óbvio que não.

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Esclarecimentos necessários para o bem comum #18 ou Para aquela malta em geral* que acha que verão e férias rimam forçosamente com banhos de sol na praia,


só tenho uma coisa a dizer: não é bem assim.

Explico.
Quando revelei - neste post - que aquele primeiro dia de praia também poderia muito bem ser o último, não me estava a lamentar. Por mais estranho que possa parecer, não foi nada disso. Estava simplesmente a revelar que a toalha estendida sobre areia quente como melhor-sítio-para-se-estar-no-verão não é de todo a minha praia. (palmas para este meu trocadilho dos bons, sff.)

Gosto de passear juntinho à água.
Gosto de ver e ouvir as ondas.
Gosto do mar, pronto.
Até gostava, vejam bem, de passar uns tempos numa casita virada para ele.

Mas não gosto de passar os meus dias na areia. A levar com ela por tudo quanto é recanto de pele. 
Não gosto de estar constantemente a passar creme pelo corpo todo.
Não gosto de estar estendida numa toalha tempo infinito, virando o corpito de meia em meia hora.
Não gosto de estar, horas a fio, a menos de cem metros de pessoas desconhecidas.
Não gosto de sítios a abarrotar de gente.


E também dispenso levar com água gelada nos pés. 
Tipo a da Figueira.
Se é que percebem onde quero chegar...


Estamos entendidos, certo?
Ora ainda bem.



* e para as meninas Lili e Miss Certezas em particular. Ah pois.

Dur dur d'être réveillée! #3




Há menos de uma semana que não dorme cá em casa.
E já estou cheiinha de saudades de a ver a acordar.

domingo, 7 de agosto de 2016