Apanharam-me a cuscar os vizinhos. É verdade. Não é nada de que me orgulhe. Não é bonito não senhor. Tenho plena consciência disso.
Mas, e em minha defesa, tenho de salientar dois pormenores deste triste episódio que, lamentavelmente, me tem como envergonhada protagonista.
Primeiro. Devo dizer que não eram bem os vizinhos que estavam a despertar o meu interesse. O que eu queria ver mesmo eram os móveis que estavam a ser levados da casa. Sou grande apreciadora de decoração e móveis antigos e tudo e tudo.
Segundo. Tenho de explicar que fui aliciada a ir cuscar. Não cusquei de livre e espontânea vontade. Assim, do nada. Não. Nada disso, minha gente. Foi uma determinada pessoa - que, por acaso, tinha ido cuscar antes de mim (e de livre e espontânea vontade. por iniciativa própria, portanto) - a avisar-me de que estavam a decorrer mudanças na casa ao lado. Mais. Para além de me informar, também me incentivou a ir ver também.
Ora, a pessoa em questão já devia estar a pensar tramar-me. Já lhe tinha passado pela cabeça a 'brilhante' ideia de me apanhar em flagrante delito de cusquice e registar o acontecimento. E foi o que acabou por fazer.
Atitude de gente pequenina. Muito pequenina. Extremamente pequenina. Mesmo. quero lá saber do teu metro e oitenta e seis ou lá quanto é. estou-me a marimbar redondamente para esse pormenor-zeco. fica desde já sabendo.
Mas a força da justiça é muito poderosa. E, afinal, não fui a única a ser apanhada.
A-DO-RO!
* não conheço nenhuma expressão equivalente em português. mas, se alguém conhecer e quiser partilhar, não me importo de ficar um tico mais sábia.