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quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

Quarante-deux*









nota 1 - peço desculpa pela qualidade duvidosa da foto. juro por tudo que não somos assim amarelo-esverdeadas.
nota 2 - esta foto com qualidade duvidosa não foi tirada em minha casa. a minha árvore de natal está muuuuuuuuuuuuuuuuuuito mais bonita. 
nota 3 - a franja manhosa que ostento não é postiça. [quem me dera.] não vale fazer troça de uma recém-aniversariada. é crime. passível de prisão. pxiu.


* porque tudo é mais chique dito em francês, até uma idade avançada.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Ainda sobre o dia em que se deu o aniversário do ano


Estou eu a lavar os dentes, são umas nove da manhã. Toca-me o telemóvel, ainda revestido da Hello Kitty mais pindérica de todos os tempos. É o meu pai. Há três anos que não me deseja os parabéns. Aliás, que me lembre, nunca desejou. A não ser naquele ano. Fico curiosa por saber quem é que avisou o homem da boa nova.

Passo a manhã no mesmo sítio de que falei ali.

Há tarde, brinco com a Bolachita. Ficamos à espera que chegue esta delícia. Afinal, não vem. Deve ter ficado presa num trânsito qualquer. Mas parece que, no próximo fim-de-semana, consegue aterrar na cozinha mai'linda do universo que é a minha.

No meio das brincadeiras, liga-me a minha melhor amiga. Ficamos que tempos ao telefone, com a Bolachita impaciente por já não lhe dar a devida atenção. A nossa conversa é interrompida pela campainha. É a teimosia-em-pessoa. Quer ir lanchar fora às dezanove horas. Não lhe dou ouvidos. Volta a atacar para o jantar. Cansada de tentar meter algum juízo na cabeça do rei-da-cisma, lá acabo por concordar. Vamos a uma data de restaurantes. Todos cheios. A Bolachita já sem forças de tanta fraqueza. Lá voltamos nós para casa sem jantar. Aparece um bacalhau à casa. Não como nada daquilo. Canso-me do meu dia de anos, por uns momentos. Foi o tempo de comer o meu pão com tomate. Ainda tive de o partilhar com a Bolachita que, entretanto, já tinha comido spaghetti à la tomate. Mas, pelos vistos, não tinha ficado satisfeita.

A menina-dos-meus-olhos, devidamente revigorada, canta-me os parabéns sem se enganar. Engasga-se um tico quando chega a parte de dizer o nome da menina que leva com uma salva de palmas. Mas lá se lembra a tempo e corre tudo bem.

Divirto-me muito na, já habitual, sessão de fotos. Bebo duas flûtes de champanhe e sinto a cabeça ligeiramente alterada. Converso, no messenger do facebook a partir do meu smartphone (estou a tornar-me numa moça moderna), com um ex-namorado de outra vida. E aproveito o resto da noite no sofá vermelho. Antes de me ir deitar, na madrugada do dia seguinte. 

Notícia 'boa': no sábado, cresci mais um ano




Confirmo. O bolo ainda tinha espaço para pôr mais velas. Não sou assim tããããããããão velha.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

E, hoje, somo mais um


do que o ano passado.

Sou a mesma. Mas tanta coisa mudou.
Fazendo as contas, já estava grávida da bolachita, há um ano atrás. Mas nem sonhava com algo parecido.
Tentei vestir aquele vestido das fotos de novo, há dias. Não me serve.
Nada de ficarem já todas contentes, gajas maldosas. Não me serve nas mamocas. Só nas mamocas. Que o resto está tal e qual como há um ano atrás. Ok, tenho a pele da barriga a descascar-se toda. Aquela linha vertical, vestígio da gravidez, também está a desaparecer. Só isso.
A minha mãe ainda se sentia cheia de saúde, há um ano atrás. Não paro de pensar nisso. O estado dela não me deixa parar de pensar nisso. Estou triste. Não me lembro de estar assim, no meu dia de anos. Mesmo já tendo estado pior, há treze anos atrás. Devo ter apagado esse aniversário da memória. Este ano é diferente. Este ano ainda há esperança. Este ano estou cansada. Estou muito cansada, mas não desisto de ter esperança.

O meu pai ligou-me, logo pela manhã. Cedo. Estou em Portugal há quase dezoito anos e o meu pai nunca me ligou nos meus anos. Nunca me desejou os parabéns. A não ser hoje. Preferia que não me tivesses ligado, logo de manhã cedo. Preferia que não me tivesse desejado os parabéns, hoje. Como não o fez, há um ano atrás.
Era bom sinal.